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Ato nº 385, de 16 de janeiro de 2023

Publicado: Terça, 17 Janeiro 2023 16:08 | Última atualização: Quarta, 18 Janeiro 2023 11:00 | Acessos: 1970
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 17/01/2023.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei nº 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO que os Requisitos Técnicos estabelecem os parâmetros e critérios técnicos verificados na Avaliação da Conformidade de um ou mais tipos de produto para telecomunicações, nos termos do art. 22 do Regulamento para Avaliação da Conformidade e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 715, de 23 de outubro de 2019;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.054018/2021-90;

RESOLVE:

Art. 1º  Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade de cabo de transmissão de dados horizontal com condutor sólido - categorias 7, 7A e 8 com capacidade de quatro pares e categorias 3, 5e, 6 e 6A com capacidade de dois ou quatro pares, na forma do anexo a este Ato.

Art. 2º  Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviços Eletrônico da Anatel, sendo mandatória a aplicação do seu anexo a partir do dia 22 de julho de 2023.

Parágrafo único. Os laboratórios de ensaios previamente habilitados pela Anatel a realizarem os ensaios exigidos no processo de avaliação da conformidade dos produtos descritos no art. 1º se mantêm habilitados, na condição de avaliados, para realizarem os ensaios e procedimentos equivalentes especificados no anexo.

VINICIUS OLIVEIRA CARAM GUIMARÃES
Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO AO ATO Nº 385, DE 16 DE JANEIRO DE 2023

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE CABO DE TRANSMISSÃO DE DADOS HORIZONTAL COM CONDUTOR SÓLIDO

 

1. OBJETIVO

1.1. Estabelecer os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade e homologação, junto à Agência Nacional de Telecomunicações, dos seguintes tipos de cabo de transmissão de dados horizontal com condutor sólido:

1.1.1. Categorias 7, 7A e 8 com capacidade de quatro pares; e

1.1.2. Categorias 3, 5e, 6 e 6A com capacidade de dois ou quatro pares.

 

2. REFERÊNCIAS

2.1. Neste documento são adotadas as seguintes referências:

2.1.1. ABNT NBR 5111:1997 – Fios de cobre nus, de seção circular, para fins elétricos - Especificação;

2.1.2. ABNT NBR 6810:2010 – Fios e cabos elétricos - Tração à ruptura em componentes metálicos;

2.1.3. ABNT NBR 6814:1986 – Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência elétrica;

2.1.4. ABNT NBR 9130:2009 – Fios e cabos telefônicos - Ensaio de desequilíbrio resistivo;

2.1.5. ABNT NBR 9138:2015 – Cabos telefônicos - Ensaio de desequilíbrio capacitivo - Método de ensaio;

2.1.6. ABNT NBR 9141:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos - Ensaio de tração e alongamento à ruptura - Método de ensaio;

2.1.7. ABNT NBR 9145:2008 – Fios e cabos telefônicos - Ensaio de resistência de isolamento;

2.1.8. ABNT NBR 9146:2012 – Fios e cabos para telecomunicações - Tensão elétrica aplicada - Método de ensaio;

2.1.9. ABNT NBR 9148:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos - Ensaio de envelhecimento acelerado - método de ensaio;

2.1.10. ABNT NBR 14703:2012 – Cabos de telemática de 100Ω para redes internas estruturadas - Especificação;

2.1.11. ABNT NBR 14705:2010 – Cabos internos para telecomunicações - Classificação quanto ao comportamento frente à chama;

2.1.12. ABNT NBR NM IEC 60811-1-1:2001 – Métodos de ensaios comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos Parte 1: Métodos para aplicação geral - Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas - Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas;

2.1.13. ANSI/TIA-568.2-D:2018  – Balanced twisted-pair telecommunications cabling and components standards;

2.1.14.  ANSI/ICEA S-102-732:2009 – Standard for category 6 and 6A, 100 Ohm individually unshielded twisted pairs, indoor cables (with or without an overall shield) for use in LAN communication wiring systems - Technical requirements;

2.1.15. ANSI/ICEA S-118-746 (draft) – Standard for category 8, 100 ohms indoor cables for use in LAN communication wiring systems;

2.1.16. ASTM D 3349:2017 – Standard test method for absorption coefficient of ethylene polymer material pigmented with carbon black;

2.1.17. ASTM D 4565:2015 – Standard test methods for physical and environmental performance properties of insulations and jackets for telecommunications wire and cable;

2.1.18. ASTM D 4566:2014 – Standard test methods for electrical performance properties of insulations and jackets for telecommunications wire and cable;

2.1.19. ASTM G 155:2021 – Standard practice for operating xenon arc light apparatus for exposure of non-metallic materials;

2.1.20. IEC 60603-7:2011 – Connectors for electronic equipment - Part 7: Detail specification for 8-way, unshielded, free and fixed connectors;

2.1.21. IEC 60603-7-1:2002 – Connectors for electronic equipment - Part 7-1: Detail specification for 8-way, shielded free and fixed connectors;

2.1.22. IEC 60603-7-7:2002 – Connectors for electronic equipment - Part 7-7: Detail specification for 8-way, shielded, free and fixed connectors, for data transmission with frequencies up to 600 MHz;

2.1.23. IEC 60603-7-71:2010 – Connectors for electronic equipment - Part 7-71: Detail specification for 8-way, shielded, free and fixed connectors, for data transmission with frequencies up to 1 000 MHz;

2.1.24. IEC 60607-3-81:2015 – Connectors for electronic equipment - Part 7-81: Detail specification for 8-way, shielded, free and fixed connectors, for data transmissions with frequencies up to 2 000 MHz;

2.1.25. IEC 60607-3-82:2016 – Connectors for electronic equipment - Part 7-82: Detail specification for 8-way, 12 contacts, shielded, free and fixed connectors, for data transmission with frequencies up to 2 000 MHz;

2.1.26. IEC 61076-3-104:2017 Connectors for electrical and electronic equipment - Product requirements - Part 3-104: Detail specification for 8-way, shielded free and fixed connectors for data transmissions with frequencies up to 2 000 MHz;

2.1.27. IEC 61076-3-110:2016 – Connectors for electronic equipment - Product requirements - Part 3-110: Detail specification for free and fixed connectors for data transmission with frequencies up to 3 000 MHz;

2.1.28. IEC 61156-1:2007Amendment 1:2009 – Multicore and symmetrical pair/quad cables for digital communications - Part 1: Generic specification;

2.1.29. IEC 61156-5:2020 – Multicore and symmetrical pair/quad cables for digital communications - Part 5: Symmetrical pair/quad cables with transmission characteristics up to 1 000 MHz - Horizontal floor wiring;

2.1.30.IEC 61156-6:2020 – Multicore and symmetrical pair/quad cables for digital communications - Part 6: Symmetrical pair/quad cables with transmission characteristics up to 1 000 MHz - Work area wiring;

2.1.31. ISO/IEC 11801-1:2017 – Generic cabling for customer premises;

2.1.32. Lista de referência de produtos para telecomunicações, aprovada pelo Ato nº 7280, de 26 de novembro de 2020.

2.1.33. Procedimento operacional para marcação da identificação da homologação Anatel em produtos para telecomunicações, aprovado pelo ato nº 4088, de 31 de julho de 2020.

2.1.34. Regulamento de avaliação da conformidade e de homologação de produtos para telecomunicações, aprovado pela resolução nº 715, de 23 de outubro de 2019.

2.1.35. UL 444:2017  – Communications Cables.

2.2. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

 

3. DEFINIÇÕES

3.1. Alongamento à ruptura da isolação: alongamento percentual medido no instante da ruptura da isolação.

3.2. Alongamento à ruptura do condutor: alongamento percentual medido no instante da ruptura do condutor.

3.3. Cabo para transmissão de dados: é aquele formado por condutores isolados, torcidos em pares com impedância nominal de 100 Ω e protegidos por um ou mais revestimentos (capa externa), podendo ser classificado como cabo horizontal, cabo de acesso, cabo de manobra ou cabo de backbone. Pode possuir blindagem constituída de fita de alumínio ou aluminizada envolvendo cada par ou o núcleo do cabo, podendo esta blindagem ser constituída de malha de fios de cobre com ou sem fita de alumínio e um fio dreno de cobre estanhado deve fazer contato elétrico com a blindagem em fita ao longo do cabo.

3.3.1. Cabo horizontal: cabo de transmissão de dados constituído por condutores de cobre eletrolítico sólidos isolados com material termoplástico, torcidos em pares com impedância nominal de 100 Ω, reunidos em um núcleo, com dois ou quatro pares, protegido por uma cobertura termoplástica. O cabo horizontal pode ser utilizado na interligação dos diversos pontos da rede estruturada com a sala de equipamentos (data center), pertencente às categorias 3 a 8, de bitola 22 a 24 AWG. Cabos do tipo cobre cladeado alumínio (CCA) não são permitidos.

3.3.2. Condutor sólido: também chamado de unifilar, é o condutor composto por um fio sólido de cobre nu ou revestido. Pode ser utilizado para elaboração de cabo de acesso e cabo horizontal.

3.4. Capacidade: quantidade de pares metálicos existentes no interior do cabo.

3.5. Categoria 3: classe de cabo com banda passante de até 16 MHz.

3.6. Categoria 5e: classe de cabo com banda passante de até 100 MHz.

3.7. Categoria 6classe de cabo com banda passante de até 250 MHz.

3.8. Categoria 6Aclasse de cabo com banda passante de até 500 MHz.

3.9. Categoria 7 : classe de cabo com banda passante de até 600MHz.

3.10. Categoria 7A : classe de cabo com banda passante de até 1000 MHz.

3.11. Categoria 8classe de cabo com banda passante de até 2000 MHz.

3.12. Crosstalk: medida de mixagem de sinais entre pares dentro de um cabo.

3.12.1. ACRF - Attenuation to Crosstalk Ratio, Far-End: diferença entre FEXT e a perda de inserção no par em questão. Basicamente mede a interferência sem efeitos da atenuação.

3.12.2. Alien crosstalk: medida de acoplamento de sinal entre pares em cabos adjacentes.

3.12.3. FEXT - Far-End Crosstalk: diferença da intensidade entre o sinal original de um par em uma extremidade e a interferência na outra extremidade do cabo causada por outro par. Ocorre no início da transmissão onde o sinal ainda é forte, por isso a degradação do sinal é quase imperceptível.

3.12.4. NEXT - Near End Crosstalkdiferença da intensidade entre o sinal original de um par em uma extremidade e a interferência na mesma extremidade do cabo causada por outro par. Quanto maior o NEXT maior a intensidade do sinal original em relação à interferência.

3.12.5. PSAACRF - Power Sum Attenuation to Alien Crosstalk Ratio, Far-End: soma de potências de ruído por telediafonia alien.

3.12.6. PSACRF - Power Sum Attenuation to Crosstalk Ratio, Far-End: somatório do efeito ACRF de um par sobre os outros pares do cabo. Não é medido, e sim calculado.

3.12.7. PSANEXT - Power Sum Alien Near End Crosstalk: soma de potências de ruído por paradiafonia alien.

3.12.8. PSNEXT - Power Sum Near End Crosstalk: somatório do efeito NEXT de um par sobre os outros pares do cabo. Não é medido, e sim calculado.

3.13. Desequilíbrio resistivo: variação percentual da resistência elétrica medida entre dois condutores componentes de um par.

3.14. Família de cabos: conjunto de produtos com concepção de construção similar, possuindo designação genérica vinculada à sua aplicação ou instalação e que possua mesmo tipo de blindagem, mesma categoria de transmissão, mesma quantidade de pares e mesmo tipo de condutor.

3.14.1. Grupo de famílias: conjunto de famílias de cabos que possuem em comum o tipo genérico de aplicação a que se destinam.

3.15. Impedância: uma expressão da oposição que um componente eletrônico, um circuito ou um sistema oferece à corrente elétrica.

3.16. Perda de inserção: atenuação em dB devido à diminuição progressiva de potência do sinal em sua propagação ao longo do comprimento do cabo.

3.17. Perda de retorno: medida da taxa de potência refletida no sistema; quantidade de sinal que retorna provocando ruído no receptor devido à variação da impedância ao longo do cabo.

3.18. Resistência à tração e alongamento à ruptura do revestimento externo: quociente da carga máxima observada na ruptura pela seção transversal inicial do revestimento e o alongamento percentual medido neste instante.

3.19. Resistência ao intemperismo: avaliação da estabilidade à luz ultravioleta do revestimento externo do cabo, acompanhada pela variação do seu índice de fluidez ou da sua tração e alongamento.

3.20. Resistência do isolamento: resistência elétrica medida entre duas partes condutoras separadas por materiais isolantes.

3.21. Retardância à chama: característica intrínseca de desempenho do material que, sob condições de queima pré-determinadas, extingue a chama quando da retirada da fonte de calor.

3.22. Tensão elétrica aplicada: tensão elétrica máxima que um dielétrico suporta sem alterações em sua estrutura molecular.

3.23. Uso interno: definido como aplicação dos equipamentos em local protegido de intempéries e ação do ambiente externo.

3.24. Uso externo: definido como aplicação aérea, em bandejas ou outros encaminhamentos não sujeitos a submersão.

 

4. REQUISITOS TÉCNICOS PARA CABO DE TRANSMISSÃO DE DADOS HORIZONTAL COM CONDUTOR SÓLIDO

4.1. Requisitos Mínimos Gerais

4.1.1. O cabo de transmissão de dados horizontal é utilizado na interligação dos diversos pontos da rede estruturada com a sala de equipamentos (data center), devendo possuir capacidade máxima de quatro pares balanceados com impedância nominal de 100 Ω, podendo ser de categorias 3, 5e, 6, 6A, 7, 7A ou 8.

4.1.2. O cabo para transmissão de dados, independentemente de sua categoria, deve possuir marcação com tamanho e cor adequados a fim de garantir a legibilidade preferencialmente a olho nu, ou com visão corrigida em cabos com características construtivas que não a permitam, em cada metro do cabo.

4.1.2.1. A marcação deve informar o nome ou marca do fabricante ou marca do requerente, quando devidamente autorizado pelo fabricante, a bitola do condutor, a designação (categoria), a classificação de desempenho frente à chama, código de lote de fabricação ou outro sistema que permita a rastreabilidade do produto e o código de homologação Anatel. É desejável que haja marcação sequencial de comprimento a cada metro.

4.1.3. Os condutores que compõem os cabos horizontais devem ser constituídos de cobre nu eletrolítico unifilar, de características físicas conforme a norma ABNT NBR 5111. Os condutores não podem ser constituídos de alumínio com revestimento de cobre (CCA). O diâmetro mínimo do condutor não pode ser inferior a 5% do diâmetro nominal.

4.1.4. Os condutores que compõem cabos horizontais podem ter bitolas de 22 AWG a 24 AWG.

4.1.5. A superfície do condutor não pode apresentar fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias ou inclusões.

4.1.6. O condutor não pode ter emendas.

 

4.2. Requisitos dimensionais

4.2.1. O diâmetro do condutor deve atender ao item 5.2.1 da norma IEC 61156-5 para cabos horizontais, quando verificado segundo a norma ABNT NBR NM-IEC 60811-1-1.

4.2.2. Quando verificado segundo a norma ABNT NBR NM-IEC 60811-1-1, o diâmetro do condutor isolado não deve ser superior a:

4.2.2.1. 1,25 mm para cabos de categorias 3 a 7A; e

4.2.2.2. 1,64 mm para cabos de categoria 8.

4.2.3. O diâmetro externo dos cabos de transmissão de dados não deve ser superior a 9,00 mm quando verificado conforme a norma ABNT NBR NM IEC 60811-1-1.

4.2.4. O fio dreno deve estar em contato elétrico com a face metálica da fita laminada de blindagem e deve:

4.2.4.1. ser de diâmetro mínimo 26AWG, de cobre estanhado para cabos de categoria 7 e 7A;

4.2.4.2. estar de acordo com o item 5.3 da norma ANSI/TIA-568.2-D para cabos de categoria 3 a 6A e 8.

4.2.5. Os pares dos cabos de transmissão de dados devem ser identificados, sequencialmente, conforme códigos de cores presentes  na tabela 1 ou na tabela 2.

 

Tabela 1 – Código de cores para cabos de quatro pares

Número do par

Condutor "A"

Condutor "B"

Código de cores

1

Branca / Azul

ou Branca

Azul

B/Az - Az

2

Branca / Laranja

ou Branca

Laranja

B/L - L

3

Branca / Verde

ou Branca

Verde

B/V - V

4

Branca / Marrom

ou Branca

Marrom

B/M - M

NOTA: A segunda cor do condutor “A” é identificada através de listras longitudinais ou anéis espaçados a uma distância máxima de 25 mm. Para cabos onde todos os pares apresentem passos de torcimento menores que 38 mm, o uso de listras ou anéis é opcional.

 

Tabela 2 – Código de cores para cabos de quatro pares (opcional)

Número do par

Condutor "A"

Condutor "B"

Código de cores

1

Azul claro

Azul

AzCl - Az

2

Branca

Laranja

B - L

3

Verde claro

Verde

VCl - V

4

Marrom claro

Marrom

MCl - M

 

4.3. Requisitos mecânicos

4.3.1. O alongamento à ruptura dos condutores, medido conforme ABNT NBR 6810, deve ser de, no mínimo, 8%.

4.3.2. O alongamento à ruptura da isolação do condutor, medido conforme norma ABNT NBR 9141, deve ser de, no mínimo, de 100%.

4.3.3. O cabo horizontal deve suportar o dobramento a frio com raio de curvatura igual a oito vezes seu diâmetro externo, à temperatura de -20°C, executado conforme a norma ASTM D4565 sem apresentar ruptura na capa externa ou isolamento do condutor.

4.3.4. Quando ensaiado conforme a norma ABNT NBR 9141, a carga de ruptura do cabo horizontal de quatro pares deve ser de, no mínimo, 400 N. Para cabos com dois pares a carga de ruptura deve ser de, no mínimo, 200 N.

4.3.5. Quando o cabo horizontal for ensaiado segundo a norma ABNT NBR 9141, o material original da capa externa deve atender aos valores especificados na tabela 3, adaptada da norma UL 444:2017, quanto à resistência à tração e alongamento à ruptura de seu material. Quando houver duas capas, as duas devem ser ensaiadas.

 

Tabela 3  – Resistência à tração e alongamento à ruptura do material de capa

Material

Descrição do material

Alongamento mínimo [%]

Resistência à tração mínima [MPa]

ECTFE

ETFE

Copolímero de etileno e clorotrifluoroetileno

Etileno tetrafluoroetileno

100

34,5

FEP

Etileno-polipropileno fluoretizado

200

17,2

FRPE

PE (polietileno) retardante à chama

100

8,3

PEAD

PE (polietileno) de alta densidade

300

16,5

PEBD

PE (polietileno) de baixa densidade

350

9,7

PFA

Perfluoroalcoxialcano

200

17,2

PP

Polipropileno

150

20,7

PVC

Policloreto de vinila

100

13,8

PVDF

Fluoreto de polivinilideno

100

24,1

SRPVC

PVC semirrígido

100

20,7

PTFE

Politetrafluoretileno

175

27,6

XL

Reticulado (cross-linked)

150

10,3

XLPO

Poliolefina reticulada

150

13,8

EVA

Etileno vinil acetato

100

8,3

PU

Poliuretano

300

10,0

 

4.3.6. Quando o cabo horizontal for ensaiado segundo as normas ABNT NBR 9141 e ABNT NBR 9148, o material da capa externa deve atender aos valores especificados na tabela 4, adaptada da norma UL 444:2017, quanto à retenção da tração e do alongamento de seu material envelhecido. Quando houver duas capas, as duas devem ser ensaiadas.

 

Tabela 4 – Retenção da tração e do alongamento do material da capa envelhecido

Classe

[°C]

Material

Tempo

[dias]

Temperatura

[°C]

Retenção do original [%]

Alongamento

Resistência à tração

75

FRPE

PEAD

PEBD

PP

PVC

SRPVC

XL

EVA

PU

2

2

2

10

10

7

7

2

2

100

100

100

100

100

113

113

100

100

75

75

75

70

50

70

70

75

75

75

75

75

70

85

70

70

75

75

90

PVC

SRPVC

XL

EVA

7

7

7

7

121

121

121

100

50

70

70

75

85

70

70

80

105

XLPO

PVC

SRPVC

7

7

7

136

136

136

70

50

70

85

85

70

125

PVDF

7

ou 30

158

136

Teste de flexão no mandril

150

ECTFE ETFE

PVDF

7

60

180

158

75

50

85*

50

200

FEP

PFA

7

4

232

260

75

85

75

85

250

PTFE

60

260

85

85

* Ou mínimo de 34,5 MPa.

Nota: Pode ser utilizado um isolante ou revestimento de material diferente dos mencionados na primeira coluna desta tabela, desde que tenha sido avaliado para verificar a aceitabilidade para uso na aplicação pretendida.

 

 

4.4. Comportamento frente à chama

4.4.1. A classificação dos cabos de transmissão de dados indicados para uso em ambientes internos (indoor) deve ser comprovada através dos ensaios correspondentes à sua indicação conforme estabelecido na norma ABNT NBR 14705.

 

4.5. Requisitos do cabo de uso externo

4.5.1. O cabo de transmissão de dados indicado para uso em ambientes externos deve ser submetido ao ensaio de intemperismo de acordo com o ciclo 1 da  norma ASTM G155 durante 720 horas.

4.5.1.1. Após o ensaio, devem ser verificados o alongamento à ruptura e a resistência à tração do revestimento externo conforme a norma NBR 9141. Os valores obtidos não devem diferir em mais de 25% dos valores originais do revestimento externo.

4.5.1.2. Opcionalmente, para cabos com capa de PE ou PVC de cor preta, o ensaio de resistência ao intemperismo pode ser substituído pelo ensaio de coeficiente de absorção UV do item 4.5.2 abaixo.

4.5.2. Os cabos de uso externo com capa de PE ou de PVC de cor preta, quando submetidos ao ensaio de coeficiente de absorção UV segundo a norma ASTM D 3349, devem apresentar, no mínimo, 2800 absorções/cm para PVC e, no mínimo, 4000 absorções/cm para PE.

 

4.6. Requisitos de transmissão

4.6.1. Os requisitos técnicos constantes desta seção se aplicam exclusivamente às categorias de cabos explicitamente definidas nos mesmos.

4.6.2. Os equipamentos e setups de testes utilizados para verificação dos requisitos de transmissão devem atender:

4.6.2.1. ao disposto no anexo C ou D da norma ANSI/TIA-568.2-D para as categorias 3, 5e, 6, 6A e 8;

4.6.2.2. ao disposto no item 6.3 da norma IEC 61156-1 e seus adendos (vide referências normativas) para as categorias 7 e 7A, sendo opcional o uso de um equipamento conforme o anexo C da norma ANSI/TIA-568.2-D, desde que atenda o referido anexo até as frequências máximas da presente norma.

4.6.3. Perda de retorno

4.6.3.1. Quando ensaiados conforme o estabelecido no item 6.1.1 da norma ANSI/TIA-568.2 D, os cabos horizontais de categorias 3 a 6A e 8 devem atender ao disposto no item 6.6.7 da norma ANSI/TIA-568.2-D ou os de categorias 3 a 6A ao item 5.1.9 da norma ABNT NBR 14703.

4.6.3.2. Quando ensaiados para avaliação de perda de retorno estrutural conforme o estabelecido no item 6.6.6 da norma ANSI/TIA-568.2-D, os cabos horizontais de categoria 3 devem atender ao referido item da norma ANSI/TIA-568.2-D ou item 5.1.8 da norma ABNT NBR 14703.

4.6.3.3. Os cabos horizontais de categorias 7 e 7A  devem atender ao disposto no item 6.3.11 da norma IEC 61156-5.

4.6.4. Perda de inserção

4.6.4.1. Os valores de perda de inserção obtidos nos cabos horizontais de categorias 3 a 6A 8, nas temperaturas de 20°C, 40°C e 60°C, não devem ser superiores ao estabelecido no item 6.6.8 da norma ANSI/TIA-568.2-D.

4.6.4.2. Os valores de perda de inserção obtidos nos cabos horizontais de categorias 7 e 7A, nas temperaturas de 20°C, 40°C e 60°C, devem atender ao estabelecido nos item 6.3.3 da norma IEC 61156-5.

4.6.4.3. Os cabos horizontais de categorias 3 a 6A, quando ensaiados às temperaturas de 20°C, 40°C e 60°C, não devem apresentar valores de perda de inserção superiores ao estabelecido no item 6.6.8, tabela 79, da norma ANSI/TIA-568.2-D ou 5.1.10 da norma ABNT NBR 14703.

4.6.4.4. A perda de inserção do cabo horizontal deve atender ou ser menor que os valores determinados usando as equações mostradas na tabela 5 e na tabela 6 para todas as frequências especificadas. Além disso, a perda de inserção de cabo horizontal das categorias 5e, 6, 6A e 8 também deve ser verificada em temperaturas de 40 ± 3 °C e 60 ± 3 °C e deve atender aos requisitos da Tabela 5 e da tabela 6 após o ajuste de temperatura.

 

Tabela 5 – Perda de inserção máxima para comprimento de 100 m

Categoria

Faixa de frequências [MHz]

Perda de inserção máxima

3

0,772 ≤ f ≤ 16

5e

1 ≤ f ≤ 100

6

1 ≤ f ≤ 250

6A

1 ≤ f ≤ 500

NOTA: A perda de inserção de alguns cabos UTP categoria 3, como os construídos com isolamento de PVC, apresenta dependência significativa da temperatura. Um coeficiente de temperatura de perda de inserção de 1,5% por °C não é incomum para esses cabos. Em instalações onde o cabo será submetido a temperaturas mais altas, um cabo menos dependente da temperatura deve ser considerado

 

Tabela 6 – Perda de inserção máxima para comprimento de 30 m

Categoria

frequências [MHz]

Perda de inserção máxima [db/100 m a 20°C]

8

1 ≤ f ≤ 2000

NOTA: A perda de inserção de alguns cabos UTP categoria 3, como os construídos com isolamento de PVC, apresenta dependência significativa da temperatura. Um coeficiente de temperatura de perda de inserção de 1,5% por °C não é incomum para esses cabos. Em instalações onde o cabo será submetido a temperaturas mais altas, um cabo menos dependente da temperatura deve ser considerado

 

4.6.5. Os valores de NEXT obtidos nos cabos horizontais não devem ser inferiores:

4.6.5.1. ao valor estabelecido no item 6.6.9 da norma ANSI/TIA-568.2-D quando cabos de categoria 8 forem ensaiados conforme o estabelecido no item 6.1.3 da norma ANSI/TIA-568.2-D;

4.6.5.2. ao valor estabelecido no item 6.3.5 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A; e

4.6.5.3. aos valores estabelecidos no item 6.6.9 da norma ANSI/TIA-568.2-D ou item 5.1.11 da norma ABNT NBR 14703 para os cabos de categorias 3 a 6A.

4.6.6. Os valores de PSNEXT obtidos nos cabos horizontais:

4.6.6.1. não devem ser inferiores ao valor estabelecido no item 6.6.10 da norma ANSI/TIA-568.2-D quando cabos de categorias 3 a 6A e 8 forem ensaiados conforme o estabelecido no item 6.1.4 da norma ANSI/TIA-568.2-D;

4.6.6.2. devem atender ao estabelecido no item 6.3.5 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A.

4.6.7. Os valores de ACRF obtidos nos cabos horizontais não devem ser inferiores:

4.6.7.1. ao estabelecido no item 6.6.12 da norma ANSI/TIA-568.2-D quando cabos de categorias 5e a 6A e 8 forem ensaiados conforme o estabelecido no item 6.1.6 da norma ANSI/TIA-568.2-D;

4.6.7.2. ao estabelecido no item 6.3.6 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A.

4.6.8. Os valores de PSACRF obtidos nos cabos horizontais não devem ser inferiores:

4.6.8.1. ao estabelecido no item 6.6.14 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categorias 5e a 6A e 8 quando calculados conforme o estabelecido no item 6.1.7 da norma ANSI/TIA-568.2-D;

4.6.8.2. ao estabelecido no item 6.3.6 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A.

4.6.9. Os valores de TCL obtidos nos cabos horizontais não devem ser inferiores:

4.6.9.1. ao estabelecido no item 6.6.15 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categorias 6, 6A e 8;

4.6.9.2. ao estabelecido no item 6.3.4 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A; e

4.6.9.2. ao estabelecido no item 6.4.14 da norma ANSI/TIA-568.2-D ou item 5.1.18 da norma ABNT NBR 14703 para os cabos com blindagem de categorias 6 e 6A, exceto os x/FTP, sendo que para estes, blindados individualmente, o valor obtido em módulo de TCL medido de 1 até 250 MHz deve ser maior ou igual a 40 - 15 log(f) dB.

4.6.10. Os valores de ELTCTL obtidos nos cabos horizontais não devem ser inferiores:

4.6.10.1. ao estabelecido no item 6.6.17 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categoria 8;

4.6.10.2. ao estabelecido no item 6.3.4 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A, sendo necessário que o fabricante informe qual é o nível da blindagem (1 a 4) para a definição do requisito; e

4.6.10.3. ao estabelecido no item 5.1.18 da norma ABNT NBR 14703 para cabos de categorias 6 e 6A.

4.6.11. Os valores de atraso de propagação obtidos nos cabos horizontais não devem ser superiores:

4.6.11.1. ao estabelecido no item 6.6.20 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categoria 8;

4.6.11.2. ao estabelecido no item 6.3.2 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A; e

4.6.11.3. ao estabelecido no item 6.6.19 da norma ANSI/TIA-568.2-D ou item 5.1.15 da norma ABNT NBR 14703 para os cabos de categorias 3 a 6A.

4.6.12. A diferença entre os atrasos de propagação obtidos nos cabos horizontais não deve ser superior:

4.6.12.1. ao estabelecido no item 6.6.22 da norma ANSI/TIA-568.2-D  às temperaturas de 20°C, 40°C e 60°C para os cabos de categoria 8;

4.6.12.2. ao estabelecido no item 6.3.2.1 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A; e

4.6.12.3. ao estabelecido no item 6.6.21 da norma ANSI/TIA-568.2-D ou item 5.1.16 da norma ABNT NBR 14703 às temperaturas de 20°C, 40°C e 60°C para os cabos de categorias 3 a 6A.

4.6.13. Os valores de PSANEXT obtidos nos cabos horizontais não devem ser inferiores:

4.6.13.1. ao estabelecido no item 6.6.25 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categorias 3 a 6A e 8; ou

4.6.13.2. ao estabelecido no item 5.1.21 da norma ABNT NBR 14703 para os cabos de categorias 3, 5e, 6, 7 e 7A.

4.6.14. Os valores de PSAACRF obtidos nos cabos horizontais não devem ser inferiores:

4.6.14.1. ao estabelecido no item 6.6.30 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categoria 8; e

4.6.14.2. ao estabelecido no item 6.6.29 da norma ANSI/TIA-568.2-D ou item 5.1.22 da norma ABNT NBR 14703 para os cabos de categorias 6A , 7 e 7A.

 

4.7. Requisitos de Parâmetros Primários

4.7.1. O valor da resistência elétrica dos condutores do cabo horizontal, medido em corrente contínua, não deve ser superior:

4.7.1.1. ao estabelecido no item 6.6.1 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categorias 3 a 6A e 8;

4.7.1.2. ao estabelecido no item 6.2.1 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A, quando referida a 20°C conforme norma ABNT NBR 6814.

4.7.2. O desequilíbrio resistivo dos pares do cabo horizontal não deve ser superior:

4.7.2.1. ao estabelecido no item 6.6.2 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categorias 3a 6A e 8;

4.7.2.2. ao estabelecido no item 6.2.2.1 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A, medido conforme norma ABNT NBR 9130.

4.7.3. O desequilíbrio capacitivo par terra do cabo horizontal com blindagem não deve ser superior:

4.7.3.1. ao especificado no item 6.6.5 da norma ANSI/TIA-568.2-D para os cabos de categorias 3 a 6A e 8;

4.7.3.2. ao especificado no item 6.2.6 da norma IEC 61156-5 para os cabos de categorias 7 e 7A, medido conforme norma ABNT NBR 9138.

4.7.4. O desequilíbrio resistivo em corrente contínua par x par do cabo horizontal de categoria 8 não deve ser superior ao estabelecido no item 6.6.3 da norma ANSI/TIA-568.2-D.

4.7.5. O isolamento entre os condutores do cabo horizontal deve suportar a tensão elétrica aplicada conforme estabelecido no item 5.1.3 da norma ABNT NBR 14703.

4.7.6. O isolamento dos condutores do cabo horizontal de categorias 3 a 6A deve suportar a tensão elétrica aplicada conforme estabelecido no item 5.3.10 da norma ANSI/TIA-568.2-D.

4.7.7. O valor da resistência de isolamento obtida em cada condutor deve atender ao estabelecido no item 5.14 da norma ABNT NBR 14703.

 

5. DA IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO

5.1. A marcação do selo ANATEL e a identificação do código de homologação devem ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com a regulamentação vigente. Adicionalmente, poderão ser utilizados meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

5.2. A identificação do código de homologação deverá constar, também, impressa de forma legível na capa externa dos cabos, ao longo do seu comprimento, da seguinte forma prevista no procedimento operacional para marcação da identificação da homologação Anatel em produtos para telecomunicações, anexo ao ato nº 4088, de 31 de julho de 2020:

a) ANATEL HHHHH-AA-FFFFF; ou

b) ANATEL: HHHHH-AA-FFFFF.

Onde:

HHHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração sequencial com 5 (cinco) caracteres;

AA – identifica o ano de emissão da homologação com 2 (dois) caracteres numéricos;

FFFFF – identifica o fabricante do produto com 5 (cinco) caracteres alfanuméricos.

 

6. DISPOSIÇÕES FINAIS

6.1. O cabo deve ser classificado e designado quanto à blindagem conforme o anexo E da norma ISO/IEC 11801-1:2017.

6.1.1. A figura 1 apresenta o esquemático de classificação e as definições.

6.1.2. As figuras 2, 3 e 4 demonstram exemplos de construção de cabos quanto à blindagem.

6.2. A designação do cabo deve ser fornecida pelo fabricante e deve constar no relatório de ensaios do laboratório e no certificado de conformidade do agente responsável pela avaliação da conformidade.

6.3. Os requisitos aplicáveis para avaliação da conformidade de cada família de cabo estão definidos conforme o tipo de blindagem dos cabos, sua categoria, quantidade de pares e sua aplicação:

6.3.1. Cabo com blindagem: cabo com qualquer tipo de blindagem (fita ou trança) ao redor do par trançado ou do núcleo de pares trançados.

6.3.1.1. Exemplo de cabo com blindagem: cabo F/UTP (foil screened twisted pair).

6.3.2. Cabo sem blindagem: cabo sem qualquer tipo blindagem ao redor do par trançado ou do núcleo de pares trançados.

6.3.2.1. Exemplo de cabo sem blindagem: cabo U/UTP (unshielded twisted-pair).

6.4. Os ensaios de avaliação da conformidade realizados em uma amostra de cabo com blindagem não são válidos para outro cabo com a classificação de blindagem distinta, por exemplo:

6.4.1. Os ensaios realizados em um cabo S/UTP não são válidos para um cabo SF/UTP;

6.4.2. Os ensaios realizados em um cabo U/FTP não são válidos para um cabo F/FTP;

6.4.3. Os ensaios realizados em um cabo SF/FTP não são válidos para um cabo S/FTP;

6.4.4. Os ensaios realizados em um cabo SF/FTP não são válidos para um cabo F/FTP.

6.5. Para efeito de avaliação da conformidade os ensaios realizados em uma amostra de cabo para aplicação em uso interno são válidos para o cabo destinado ao uso externo com as mesmas características construtivas (categoria de cabeamento, classificação de blindagem e quantidade de pares) desde que o interessado apresente duas amostras do mesmo cabo:

6.5.1. Uma amostra com revestimento para aplicação em uso interno, que deve ser submetida a todos os ensaios;

6.5.2. Uma amostra com revestimento para aplicação em uso externo, que deve ser submetida aos ensaios do revestimento externo: alongamento à ruptura e resistência à tração (original e após envelhecimento), diâmetro externo do cabo e coeficiente de absorção ou intemperismo.

6.6. Para efeito de avaliação da conformidade, caso um determinado cabo possua revestimento externo de cores distintas para aplicação em uso interno, o interessado deve declarar formalmente que o material base sem corante utilizado na fabricação da amostra submetida a ensaio será mantido, assim como suas características frente à chama.

6.7. Para efeito de avaliação da conformidade, os ensaios realizados em uma amostra de cabo para aplicação em uso externo são válidos para o cabo destinado ao uso interno com as mesmas características construtivas (categoria de cabeamento, classificação de blindagem e quantidade de pares) desde que o interessado apresente duas amostras do mesmo cabo:

6.7.1. Uma amostra com revestimento para aplicação em uso externo, que deve ser submetida a todos os ensaios;

6.7.2. Uma amostra com revestimento para aplicação em uso interno, que deve ser submetida aos ensaios do revestimento externo: alongamento à ruptura e resistência à tração (original e após envelhecimento), diâmetro externo do cabo e retardância à chama.

6.8. Para efeito de avaliação da conformidade, caso um determinado cabo possua revestimento externo de cores distintas, excetuando a cor preta, para aplicação em uso externo, o interessado deve declarar formalmente que o material base sem corante utilizado na fabricação da amostra submetida a ensaio será mantido, assim como suas características frente ao intemperismo. Os cabos com revestimento externo de cor preta devem ser submetidos ao ensaio de coeficiente de absorção.

6.9. É permitido apresentar para avaliação da conformidade um cabo com um único revestimento externo para uso interno e uso externo desde que o interessado apresente uma amostra do cabo para ser submetida a todos os ensaios exigidos para aplicação em ambas aplicações.

6.10. O cabo para aplicação em uso externo deve possuir condutores unifilares e revestimento externo (capa) resistente a UV. O cabo pode possuir blindagem ou não.

6.11. O cabo para aplicação em uso interno deve possuir revestimento externo (capa) com material retardante à chama. Os condutores podem ser sólidos ou flexíveis e o cabo pode possuir blindagem ou não.

6.12. O cabo para aplicação em uso externo e interno, mesmo que parcial, deve possuir condutores sólidos e revestimento externo (capa) com material retardante à chama e resistente a UV ou intemperismo.

6.13. A amostra de cabo a ser submetida aos ensaios de transmissão para avaliação da conformidade deve possuir 100 metros de comprimento. Para ensaios de queima, dependendo da categoria, será especificado a quantidade adicional necessária.

Figura 1 – esquemático de classificação e definições

Figura 2 – construção de cabo S/FTP: cabo com blindagem composta por uma trança de fios metálicos sobreposta ao núcleo com pares trançados blindados individualmente por uma fita laminada de metal

Figura 3 – construção de cabo U/UTP: cabo sem blindagem no núcleo e nos pares e F/UTP: cabo com blindagem composta por uma fita laminada de metal sobreposta ao núcleo e sem blindagem nos pares

Figura 4 – construção de cabo U/FTP: cabo sem blindagem no núcleo e com pares trançados blindados individualmente por uma fita laminada de metal e SF/UTP: cabo com blindagem composta por uma trança de fios metálicos sobreposta à fita laminada de metal e esta, por sua vez, sobreposta ao núcleo e sem blindagem nos pares

 

6.14. Após a entrada em vigor destes requisitos técnicos, os laboratórios de ensaios habilitados pela Anatel para avaliação da conformidade de cabos horizontais serão considerados avaliados para os procedimentos equivalentes aos especificados neste documento até que obtenham a acreditação para realização de ensaios conforme estes requisitos.

 

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