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Ato nº 9728, de 06 de julho de 2022

Publicado: Sexta, 08 Julho 2022 09:37 | Última atualização: Terça, 25 Outubro 2022 14:40 | Acessos: 454
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico de 8/7/2022.

 

SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e do Regimento Interno da Anatel, aprovado pela Resolução nº 612, de 29 de abril de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do art. 19 da Lei nº 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO que os Requisitos Técnicos estabelecem os parâmetros e critérios técnicos verificados na Avaliação da Conformidade de um ou mais tipos de produto para telecomunicações, nos termos do art. 22 do Regulamento para Avaliação da Conformidade e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 715, de 23 de outubro de 2019;

CONSIDERANDO a Guilhotina Regulatória implementada pela Resolução Anatel nº 752, de 22 de junho de 2022; e

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.289093/2022-51;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade de Interface Usuário – Rede e de Terminais do Serviço Telefônico Fixo Comutado, na forma do anexo a este Ato.

Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no boletim de serviços eletrônico da Anatel.

VINICIUS OLIVEIRA CARAM GUIMARÃES
Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO AO ATO Nº 9728, DE 06 DE JULHO DE 2022 

REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE INTERFACE USUÁRIO – REDE E DE TERMINAIS DO SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO 

1. OBJETIVO

1.1. Estes requisitos técnicos estabelecem as características técnicas, funcionais e de sinalização entre os terminais e a rede de telecomunicações de suporte ao Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC, destinado ao uso do público em geral, utilizando processos de telefonia, para as combinações possíveis em ambiente analógico ou digital.

1.2. Estes requisitos técnicos também estabelecem as características técnicas, funcionais, de construção e sinalização dos terminais para uso no STFC, bem como os requisitos necessários à sua avaliação da conformidade e os correspondentes procedimentos de ensaios.

2. DISPOSIÇÕES GERAIS

2.1. As interfaces descritas neste documento são aquelas destinadas a interligar, com a rede de suporte ao STFC, os terminais que possuem:

I - interfaces analógicas para terminal de voz com sinalização decádica ou DTMF, terminal de dados com transmissão na faixa de voz e terminal de identificação do acesso chamador;

II - interfaces digitais para terminal de dados com acesso a 64 kbit/s.

2.2. Os terminais devem atender integralmente às especificações contidas neste documento como condição necessária à sua avaliação da conformidade e integração ao STFC.

2.3. Para fins deste documento, aplicam-se as referências normativas mencionadas em seu teor ou documentos que as substituírem.

3. DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E ABREVIATURAS

3.1. Para fins deste documento são adotadas as seguintes definições:

3.1.1. Codificação 2B1Q: denominação da codificação de linha 2 BINÁRIO 1 QUATERNÁRIO, com modulação por amplitude de pulso (PAM) com quatro níveis, sem redundância;

3.1.2. Critério de ruído: critério de ponderação para medição de ruído ambiente, conforme ISO/IEC 226;

3.1.3. DTMF (Dual Tone Multi-frequency): sinalização multi-frequencial baseada em um par de tons;

3.1.4. Equipamento de comunicação de dados (ECD): equipamento que se destina a prover todas as funções necessárias para estabelecer, manter e liberar uma conexão, proceder ao ajuste e codificação do sinal, entre a interface do terminal de dados e a linha telefônica;

3.1.5. Equipamento terminal de dados (ETD): equipamento formado por um gerador e/ou receptor de dados;

3.1.6. Faixa de frequência de voz: faixa de frequência compreendida entre 300 Hz e 3400 Hz;

3.1.7. Identificação do acesso chamador: informação enviada, pela central de comutação de destino, para o assinante chamado através de sinalização DTMF, correspondente à identificação da categoria e do código de acesso do chamador;

3.1.8. Margem de ruído: nível de ganho ou atenuação imposta ao nível do ruído nominal;

3.1.9. Posição LRGP: posição que o monofone do terminal de voz deve assumir para a realização dos ensaios eletroacústicos, conforme o Anexo C da recomendação ITU-T P.64;

3.1.10. Ponto de referência da boca: ponto situado 25 mm à frente dos lábios no eixo horizontal que passa através do centro da abertura da boca, conforme a Figura A1 da recomendação ITU-T P.64;

3.1.11. Padrão de teste 511: sequência de bits pseudo-aleatória de comprimento 29-1 que corresponde a 511 bits, conforme recomendação ITU-T O.150;

3.1.12. Terminal: equipamento ou aparelho que possibilita o acesso do usuário ao STFC;

3.1.13. Transmissão duplex: transmissão de dados que ocorre simultaneamente nos dois sentidos.

3.2. Para fins deste documento são adotados os símbolos indicados na Figura 1.

Figura 1 - Símbolos

3.3. Para fins deste documento são adotadas as seguintes abreviaturas:

3.3.1. BAL: balanceamento longitudinal;

3.3.2. dBm: decibel relativo a 1 mW;

3.3.3. dBmp: dBm medido com ponderação psofométrica , conforme disposto na recomendação ITU-T O.41;

3.3.4. dB Pa: decibel relativo a 1 Pascal (Pa);

3.3.5. dB Pa(A): decibel relativo a 1 Pascal medido com ponderação A, conforme disposto na norma IEC-123;

3.3.6. dB SPL: decibel relativo a 20 µPa;

3.3.7. dB SPL(A): decibel relativo a 20 µPa medido com ponderação A, conforme disposto na norma IEC-123;

3.3.8. dB V: decibel relativo a 1 V;

3.3.9. LRGP: Loudness Rating Guard-Ring Position;

3.3.10. PRB: Ponto de referência da boca;

3.3.11. Rf: Resistor variável utilizado para limitar a corrente de enlace;

3.3.12. Vbat: Tensão da bateria da central;

3.3.13. Vef: Volts eficaz (rms).

4. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA INTERFACE USUÁRIO – REDE PARA ACESSO ANALÓGICO AO STFC

4.1. Especificações gerais

4.1.1. A rede de suporte ao STFC deve proporcionar a todos os terminais a possibilidade de receber e de originar chamadas, e estar equipada para receber e tratar tanto sinalização decádica como sinalização multifrequencial.

4.1.2. Quando um terminal do STFC possuir a facilidade de identificação do acesso chamador, a rede de suporte ao STFC deve ser capaz de prover o envio, através de sinalização DTMF, da identificação do terminal chamador ao terminal chamado.

4.1.2.1. A identificação do acesso chamador não deve ser enviada ao acesso chamado, quando o usuário do acesso chamador possuir a facilidade de Restrição da Identidade do Assinante Chamador.

4.2. Sinalização para usuário

4.2.1. A sinalização enviada para o usuário deve apresentar as características dispostas na Tabela 1.

Tabela 1 – Sinalização para Usuário

Tipo do sinal

Forma visual (mensagem escrita)

Forma audível

Presença

Ausência

Presença

Ausência

Frequência

Discar

Discar

Contínuo

425 ± 25 Hz

Controle de chamada

Chamando

1000 ± 100 ms

4000 ± 400 ms

1000 ± 100 ms

4000 ± 400 ms

425 ± 25 Hz

Ocupado

Ocupado

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

425 ± 25 Hz

Rede inacessível

Indisponível

500 ± 50 ms

500 ± 50 ms

500 ± 50 ms

500 ± 50 ms

425 ± 25 Hz

Código inacessível

Inacessível

250 ± 25 ms

250 ± 25 ms

750 ± 25 ms

250 ± 25 ms

425 ± 25 Hz

 

4.2.2. A sinalização de chamada enviada para o terminal do usuário deve apresentar as seguintes características:

I - tensão senoidal de 70 Vef a 90 Vef sobreposta à tensão de alimentação, com distorção máxima de 15%;

II - frequência variando de 15 Hz a 30 Hz, com período de envio de sinalização de 1000 ± 100 ms, seguido de período de silêncio de 4000 ± 400 ms;

III - tempo de apresentação do sinal de chamada deve ser de pelo menos 60 segundos, contados do início de sua apresentação para o usuário.

4.3. Sinalização usuário – rede

4.3.1. A sinalização multifrequencial, presente na interface usuário – rede deve apresentar as características especificadas nas tabelas 2 e 3.

Tabela 2 – Sinalização multifrequencial – sentido usuário para rede

Frequência dos sinais

Gr. baixo

697, 770, 852, 941 Hz

 

Gr. alto

1209, 1336, 1477, 1633 Hz

 

Programa de sinalização

 

1209

1336

1477

1633

(1)

697

1

2

3

A

770

4

5

6

B

852

7

8

9

C

941

*

0

#

D

Tolerância das frequências

± 1,5 %

 

Nível de potência das frequências

Gr. alto

(acima de 1 kHz)

-8 dBm ± 3 dB

(2)

Gr. baixo

(abaixo de 1 kHz)

-10 dBm ± 3 dB

Duração do sinal

≥ 50 ms

 

Duração da pausa

≥ 50 ms

 

Velocidade de sinalização

Mínimo 120 ms / Dígito

 

Observações:

(1) A frequência de 1633 Hz é considerada reserva;

(2) As frequências do grupo alto devem ser emitidas com um nível (2 ± 1) dB acima do nível das frequências do grupo baixo.

 

Tabela 3 – Sinalização multifrequencial – sentido rede para usuário

Frequência dos sinais

Gr. baixo

697, 770, 852, 941 Hz

Gr. alto

1209, 1336, 1477, 1633 Hz

Programa de sinalização

 

1209

1336

1477

1633

697

1

2

3

A

770

4

5

6

B

852

7

8

9

C

941

*

0

#

D

Tolerância das frequências

± 1,5 %

Nível de potência das frequências

Gr. alto

(acima de 1 kHz)

-8 dBm ± 3 dB

Gr. baixo

(abaixo de 1 kHz)

-10 dBm ± 3 dB

Tempo de envio e intervalo do sinal (par de frequências na linha)

Duração do sinal: 70 ms ± 20%

Intervalo entre sinais: 70 ms ± 20%

Rejeição do sinal

O terminal de usuário deve rejeitar os sinais com duração ≤ 10 ms

 

4.3.2. A sinalização decádica, presente na interface usuário – rede é gerada pelo terminal do usuário e deve apresentar as características especificadas na Tabela 4.

Tabela 4 – Sinalização decádica

Frequência

10 ± 1 Pulsos por segundos

Relação entre tempos de abertura/fechamento nominal

2:1

Tempo individual de abertura (Ta)

58 ms ≤ Ta ≤ 77 ms

Tempo individual de fechamento (Tf)

28 ms ≤ Tf ≤ 40 ms

Pausa interdigital (Pi)

700 ms ≤ Pi ≤ 1300 ms

Corrente durante a abertura do enlace

≤ 1 mA

 

4.3.3. A rede de suporte do STFC deve atender às seguintes características de tempo para reconhecimento do evento retomada do sinal de discar ou marcar:

I - T ≤ 140 ms, não deve reconhecer o evento;

II - 140 ms < T < 220 ms, pode ou não reconhecer o evento;

III - 220 ms ≤ T ≤ 320 ms, deve reconhecer o evento;

IV - 320 < T ≤ 500 ms, pode ou não reconhecer o evento;

V - T > 500 ms, não deve reconhecer o evento.

4.3.4. O evento fechamento do enlace terminal deve ou não ser reconhecido quando uma transição de enlace aberto para enlace fechado estiver compreendida nos seguintes intervalos de tempo:

I - T ≤ 16 ms, não deve reconhecer o evento;

II - 16 ms < T ≤ 160 ms, pode ou não reconhecer o evento;

III - T > 160 ms, deve reconhecer o evento.

4.3.5. O evento abertura do enlace terminal deve ou não ser reconhecido quando uma transição de enlace fechado para enlace aberto estiver compreendida nos seguintes intervalos de tempo:

I - T < 320 ms, não deve reconhecer o evento;

II - 320 ms ≤ T ≤ 500 ms, pode ou não reconhecer o evento;

III - T > 500 ms, deve reconhecer o evento.

4.4. Alimentação dos terminais

4.4.1. A prestadora do STFC deve prover a alimentação para funcionamento dos terminais, considerando-se também a alternativa de fornecimento da alimentação pelo ambiente do usuário.

4.4.1.1. A tensão de alimentação fornecida pela rede de suporte ao STFC para os terminais que dela necessitem para o seu funcionamento deve ser de (-48 ± 4) Vcc fornecida através de ponte de alimentação de 2 x (170 a 300 Ohm).

4.4.1.2. A tensão de alimentação fornecida pelo ambiente do usuário deve atender a uma das seguintes opções:

I - tensão de -48 Vcc ± 25%, com o positivo aterrado;

II - tensão de 110/127 Vac ou 220 Vac ± 15%, 60Hz ± 5%.

4.4.1.3. A alimentação dos terminais conectados ao STFC através de sistemas de acesso fixo sem fio deve ser fornecida diretamente pela estação terminal de acesso (ETA), considerando as disposições estabelecidas nos parágrafos anteriores.

4.4.2. A tensão total na linha telefônica, entre os fios a e b, incluindo a tensão de alimentação e a tensão de sinalização de chamada não deve exceder 180 V de pico;

4.4.3. A corrente de enlace fechado deve ser igual ou superior a 20 mA, para uma linha de assinante de 3 km, com condutor de 0,40 mm de diâmetro, resistência de 280 Ohm/km e capacitância de 50 nF/km.

4.5. Atendimento a deficientes auditivos parciais

4.5.1. Os terminais de voz para deficientes auditivos parciais, devem ser equipados com dispositivos que permitam o uso do terminal de voz por usuário que utilize dispositivos auxiliares de audição, em conformidade com os requisitos técnicos estabelecidos no item 7.4.1 deste documento.

5. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA INTERFACE USUÁRIO – REDE PARA ACESSO DIGITAL AO STFC

5.1. Especificações gerais

5.1.1. A rede de suporte do STFC deve proporcionar a todos os terminais a possibilidade de receber e de originar chamadas.

5.2. Sinalização de linha

5.2.1. O sinal de linha na interface usuário – rede deve ser do tipo 2B1Q, conforme especificado na norma ANSI T1.601, para operação duplex a 2 fios.

5.2.2. A sinalização presente na interface usuário – rede é enviada através de um canal de sinalização de 16 kbit/s em conformidade com a recomendação ITU-T Q.921.

5.3. Alimentação dos terminais

5.3.1. A alimentação dos terminais que se utilizam da interface usuário – rede para acesso digital ao STFC deve atender ao disposto no 4.4.1.2.

6. REQUISITOS COMUNS A TODOS OS TERMINAIS COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

6.1. Requisitos gerais

6.1.1. Além dos requisitos dispostos a seguir, devem ser observados os requisitos estabelecidos no item 4 e subitens para efeito de avaliação da conformidade.

6.2. Requisitos de conexão

6.2.1. Os terminais devem se interligar ao STFC através de um conector fêmea miniatura de 6 posições, conforme especificado no documento “FCC 47, § 68.500 clause (b)”, ou através de um conector macho miniatura de 6 posições, conforme especificado no documento FCC 47, § 68.500 clause (a).

6.2.1.1. Os terminais do conector devem seguir a disposição mostrada na Tabela 5.

Tabela 5 – Terminais do conector

Número do contato

Função

1

 

2

 

3

Conexão à linha

4

Conexão à linha

5

 

6

 

 

6.2.1.2. Os terminais que não tenham conector do tipo descrito neste item devem ser fornecidos com cabo adaptador que possibilite a realização da conversão da sua interface de saída para a especificada neste item.

6.3. Requisitos de sinalização

6.3.1. A sinalização decádica emitida pelo terminal deve ser composta de um trem de pulsos que interrompa a corrente circulante na linha telefônica, em um número de vezes igual ao dígito acionado, sendo que o dígito zero corresponde a 10 pulsos.

6.3.1.1. As características do sinal devem satisfazer a Tabela 4, sendo que para terminal de voz, o nível médio na cápsula receptora durante o envio do trem de pulsos, deve ser audível.

6.3.2. A sinalização multifrequencial emitida pelo terminal deve ser composta de um par de frequências emitidas simultaneamente de acordo com a Tabela 2 e com as seguintes características adicionais:

I - para terminal de voz, os sinais de sinalização multifrequencial enviados para a linha devem ser audíveis através da cápsula receptora;

II - para terminal de voz, a atenuação do sinal de voz na linha proveniente da cápsula emissora durante o envio da sinalização multifrequencial deve ser maior ou igual a 40 dB;

III - o nível de potência total das componentes espúrias medidas na faixa de 300 Hz a 3400 Hz deve ser 20 dB inferior ao nível de potência da frequência fundamental do grupo baixo do sinal;

IV - o nível de qualquer frequência individual não desejada, medida numa largura de faixa de 100 Hz, não deve exceder na faixa de 300 Hz a 3400 Hz a -33 dBm.

6.4. Requisitos elétricos

6.4.1. O terminal deve operar corretamente quando alimentado pela linha telefônica conforme especificado no item 4.4.1, independentemente da polaridade da linha, e com linhas de até 840 Ohm de resistência de enlace.

6.4.2. O terminal deve atender os seguintes limites de resistência em corrente contínua:

I - com o enlace fechado, a resistência deve ser menor ou igual a 400 Ohm medida na condição de corrente de enlace de 20 mA e na máxima corrente de enlace possível. Este item não é aplicável ao terminal que tenha a função exclusiva de identificar o acesso chamador;

II - com o enlace aberto, a resistência deve ser maior ou igual a 0,1 MOhm quando o terminal for alimentado com tensão de 48 V.

6.4.3. Na condição de enlace aberto, o terminal deve atender os seguintes limites de impedância:

I - quando submetido a uma tensão senoidal de 70 Vef e frequência de 25 Hz superposta a 48 V, o módulo da impedância deve ser maior ou igual a 4 kOhm;

II - na faixa de frequência de 300 Hz a 3400 Hz, o módulo da impedância deve ser maior ou igual a 10 kOhm, medido com tensão de 0,388 Vef (-6 dBm em 600 Ohm).

6.4.4. O balanceamento longitudinal do terminal, nas condições de enlace aberto e fechado, deve ser maior ou igual a:

6.4.4.1. para terminal de dados:

I - 46 dB na faixa de 60 Hz a 600 Hz;

II - 52 dB na faixa de 600 Hz a 3400 Hz.

6.4.4.2. para todo terminal, exceto de dados:

I - 40 dB na faixa de 60 Hz a 600 Hz;

II - 46 dB na faixa de 600 Hz a 3400 Hz.

6.4.5. A perda de retorno do terminal, em relação a 600 Ohm na faixa de 300 Hz a 3400 Hz, medida com tensão de 0,388 Vef (-6 dBm em relação a 600 Ohm) com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível deve ser maior ou igual a:

I - 16 dB para terminal de dados;

II - 14 dB para os demais terminais:.

6.4.5.1. Parágrafo único. Este item não é aplicável ao terminal que tenha função exclusiva de identificar o acesso chamador.

6.4.6. O Ruído Psofométrico produzido pelo terminal, nas condições de enlace aberto e fechado, sem transmitir sinal, deve ser menor ou igual a:

I - -64 dBmp para terminal de voz e identificador do assinante chamador;

II - -70 dBmp para terminal de dados.

6.5. O terminal deve atender aos requisitos técnicos de compatibilidade eletromagnética para a avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

6.5.1. Os requisitos de emissão de perturbações eletromagnéticas não se aplicam aos telefones de assinante.

6.6. O terminal deve atender aos requisitos técnicos de segurança elétrica para avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

7. REQUISITOS ESPECÍFICOS DOS TERMINAIS DE VOZ​ COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

7.1. Requisitos de sinalização

7.1.1. O aviso sonoro para o terminal de voz deve ser acionado quando este for submetido a um sinal de chamada conforme especificado no item 4.2.2 para linhas de 0 a 3 km com até 4 terminais conectados à linha do assinante.

7.1.2. O pulso da facilidade de retomada do sinal de discar ou marcar, quando existente, deve corresponder a uma abertura de enlace por um período de 270 ± 50 ms. Durante a abertura do enlace, a corrente circulante deve ser menor ou igual a 1 mA.

7.2. Requisitos eletroacústicos

7.2.1. As características eletroacústicas do terminal de voz devem ser atendidas quando este é alimentado com fonte de alimentação de 48 V, ponte de 2x250 Ohm, 2 x indutores de valor maior ou igual a 5 H, e linha de assinante com condutor de 0,40 mm de diâmetro (280 Ohm/km, 50 nF/km).

7.2.2. O terminal de voz deve atender às seguintes características de Índice de Sonoridade:

I - o Índice de Sonoridade de Emissão deve estar entre +3 dB e +14 dB, para linha de comprimento entre 0 km e 3 km:

II - o Índice de Sonoridade de Recepção deve estar entre -10 dB e +1 dB, para linha de comprimento entre 0 km e 3 km:

III - o Índice de Sonoridade de Efeito Local de Mascaramento deve ser maior ou igual a +7 dB, para comprimento de linha de 0 km e 3 km.

7.2.3. O terminal de voz deve atender às seguintes características de resposta em frequência, para linha de assinante de 0 km:

I - a curva de resposta em frequência de emissão deve se enquadrar dentro dos limites da Figura 2.

Figura 2 - Curva de resposta em frequência de emissão

 

II - a curva de resposta em frequência de recepção deve se enquadrar dentro dos limites da Figura 3 medida com ouvido artificial especificado na norma IEC-318.

Figura 3 - Curva de resposta em frequência de recepção

 

7.2.4. A distorção harmônica total, medida para frequências fundamentais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz com linha de 3 km, deve estar:

I - na emissão, pelo menos 25 dB abaixo do nível da componente fundamental, medida nos terminais do terminal de voz, com estímulo acústico de -4,7 dB Pa no ponto de referência da boca;

II - na recepção, pelo menos 30 dB abaixo do nível da componente fundamental, com estímulo elétrico de -18 dB V nos terminais do terminal de voz.

7.2.5. O terminal de voz deve atender às seguintes características de ruído:

I - a potência de ruído de emissão, medida nos terminais do terminal de voz, com o monofone fora do gancho e sem sinal acústico proveniente da cápsula emissora, deve ser menor ou igual a -64 dBmp quando medida com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

II - a potência de ruído de recepção, medida com um ouvido artificial acoplado à cápsula de recepção, com o monofone fora do gancho e sem sinal acústico proveniente da cápsula emissora, deve ser menor ou igual a -49 dB Pa(A) quando medida com corrente de enlace variando entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível.

7.2.6. O terminal de voz deve atender às seguintes características de linearidade:

I - para um estímulo acústico de -4,7 dB Pa, no ponto de referência da boca, com variação de ±10 dB, a resposta elétrica deve variar na mesma proporção (±10 dB), com tolerância de ±1 dB para a média e ±1,5 dB para medição em frequências individuais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

II - para um estímulo elétrico de -18 dB V nos terminais do terminal de voz, com variação de ±10 dB, a resposta acústica deve variar na mesma proporção (±10 dB), com tolerância de ±1 dB para a média e ±1,5 dB para medição em frequências individuais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz.

7.2.7. O nível de intensidade sonora produzido pelo aviso sonoro do terminal de voz, quando submetido a um sinal de 70 Vef e 25 Hz, deve ser maior ou igual a 70 dB SPL(A), medido a um metro do terminal de voz.

7.3. Requisitos funcionais

7.3.1. O terminal de voz deve possibilitar o ajuste contínuo, ou com pelo menos 2 níveis distintos, do nível de intensidade sonora gerado pelo aviso sonoro.

7.3.2. O terminal de voz deve possibilitar sinalização de linha decádica ou multifrequencial especificadas no item 6.3.

7.3.3. O terminal de voz deve possuir teclado com a disposição física das teclas conforme a Figura 4.

Figura 4 - Disposição física das teclas 

I - a tecla do dígito 5 deve ter características que possibilitem facilmente a sua identificação por deficientes visuais;

II - quando existirem teclas de funções suplementares, estas podem ser dispostas livremente.

7.3.3.1. Terminais de voz podem possuir teclados com disposição física das teclas diferente da estabelecida no caput, desde que atendam ao inciso I e as teclas numéricas estejam dispostas de forma sequencial e uniforme possibilitando a sua identificação por deficientes visuais a partir da tecla 5.

7.3.3.2. Terminais de voz que utilizem tecnologia de tela sensível ao toque estão dispensados da obrigação estabelecida neste artigo.

7.4. Requisitos para terminais de voz para usuários com deficiência auditiva parcial

7.4.1. Além dos requisitos especificados nos itens 6.1 ao 7.3.3 deste documento, os terminais de voz que permitem acoplamento indutivo da cápsula receptora com dispositivos auxiliares de audição devem atender ao disposto no item 5 da norma ETSI ETS 300 381 quanto à intensidade de campo magnético, linearidade do campo magnético com o nível de pressão sonora e resposta de frequência do campo magnético.

8. REQUISITOS ESPECÍFICOS DOS TERMINAIS DE DADOS​ COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

8.1. Requisitos de sinalização

8.1.1. O terminal de dados deve reconhecer a presença do sinal de discar ou marcar emitido pela central com as seguintes características:

I - frequência de acordo com a Tabela 1;

II - nível de -5 dBm a -25 dBm medido em regime de emissão contínua sobre uma impedância de 600 Ohm.

8.1.2. O terminal de dados deve reconhecer a presença do sinal de ocupado emitido pela central com as seguintes características:

I - temporização e frequência de acordo com a Tabela 1;

II - nível de -5 dBm a -25 dBm medido sobre uma impedância de 600 Ohm.

8.1.3. O equipamento de comunicação de dados deve reconhecer um sinal de chamada com as características definidas no item 4.2.2 para linhas de 0 a 3 km com até 4 terminais conectados à linha do assinante.

8.2. Requisitos elétricos

8.2.1. O nível máximo de potência do sinal transmitido pelo terminal de dados deve ser de -6 dBm medido sobre uma carga de 600 Ohm na faixa de 300 Hz a 3400 Hz.

8.2.2. Sendo P o nível da potência do sinal transmitido pelo terminal de dados na faixa de 300 a 3400 Hz, a potência do sinal fora desta faixa não deve exceder os seguintes limites:

I - (P-20) dBm de 4 kHz a 8 kHz (espúrio individual);

II - (P-40) dBm de 8 kHz a 12 kHz (espúrio individual);

III - (P-60) dBm de 12 kHz a 150 kHz, medida em qualquer banda de 4 kHz.

8.2.3. Para o terminal de dados que possua uma saída auxiliar para terminal de voz, o balanceamento longitudinal, medido nos terminais da linha, deve atender aos níveis especificados no item 6.4.4 quando o terminal conectado à saída auxiliar estiver com o enlace fechado.

8.2.3. Para o terminal de dados que possua uma saída auxiliar para terminal de voz, devem ser atendidas as seguintes características: (Redação dada pelo Ato nº 14014, de 04 de outubro de 2022)

I – a perda de inserção, provocada pelo circuito que conecta a saída auxiliar à linha de assinante, deve ser menor ou igual a 1 dB, na faixa de 300 Hz a 3400 Hz, medida com carga de 600Ω;

II – o ruído psofométrico, medido nos terminais da linha, deve ser menor ou igual a -70 dBmp, quando o terminal conectado à saída auxiliar estiver com o enlace fechado;

III – o balanceamento longitudinal, medido nos terminais da linha, deve atender aos níveis especificados no item 6.4.4 quando o terminal conectado à saída auxiliar estiver com o enlace fechado.

8.3. Requisitos de desempenho

8.3.1. O desempenho do terminal de dados deve ser avaliado nas seguintes condições:

I - a taxa de erro medida nos ensaios deve ser menor que 1x10-6;

II - o terminal de dados deve ser testado na modulação que permita a operação na maior taxa de transmissão possível;

III - a duração dos ensaios de taxa de erro deve ser limitada no tempo para o envio de 10 milhões de bits ou em 15 minutos, o que for menor.

8.3.1.1. O terminal de dados deve interoperar com outros equipamentos análogos existentes mantendo o desempenho acima especificado.

8.3.2. Para o terminal de dados que opere como aparelho de fac-símile, o desempenho deve ser avaliado através da transmissão e da recepção de folhas padrão de teste especificadas na recomendação ITU-T T.22.

8.3.2.1. O aparelho de fac-símile deve interoperar com outros equipamentos análogos existentes mantendo o desempenho acima especificado.

8.4. Requisitos funcionais

8.4.1. O terminal de dados deve atender aos comandos AT, estabelecidos pela recomendação ITU-T V.250.

8.4.2. O terminal de dados deve possibilitar sinalização de linha decádica ou multifrequencial especificadas no item 6.3.

8.4.3. O terminal de dados deve permitir a monitoração auditiva com possibilidade de inibição dos sinais presentes na linha telefônica a partir do fechamento do enlace.

8.4.3.1. São considerados os sinais presentes na linha: o sinal de ocupado, a sinalização decádica e a sinalização multifrequencial.

8.4.4. O terminal de dados de uso externo deve possuir, no mínimo, indicação visual de alimentação, sinal de linha, transmissão de dados e recepção de dados.

8.4.5. O terminal de dados deve permitir a realização dos seguintes laços de teste:

I - LAL – Laço Analógico Local;

II - LDL – Laço Digital Local;

III - LDR – Laço Digital Remoto.

8.4.6. O terminal de dados que opere com protocolos de comunicação padronizados por Recomendações ITU-T deve satisfazer os requisitos destas Recomendações.

9. REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA TERMINAL IDENTIFICADOR DO ACESSO CHAMADOR​​​ COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

9.1. O terminal que possua a função de identificação do acesso chamador por meio de sinais multifrequenciais (DTMF), deve operar de acordo com as seguintes características de sinalização:

I - a identificação do acesso chamador será feita conforme a Tabela 3;

II - o terminal deve identificar corretamente sinais com nível de potência na faixa de -3 a -25 dBm (medido sobre uma impedância de 600 Ohm);

III - o terminal não deve identificar sinais com nível de potência inferior a -50 dBm (medido sobre uma impedância de 600 Ohm);

IV - o terminal deve operar de acordo com sequência de sinais DTMF definida na Tabela 6;

Tabela 6 – Sequência de sinais DTMF

Sinal recebido

Descrição

A

Dígito indicador de início

Categoria do assinante

Dígito Indicador de categoria do assinante chamador (ver Figura 4)

Dígitos de 0 a 9

Dígitos correspondentes ao número do assinante chamador

C

Dígito indicador de final

Corrente de Toque

 

 

V - o terminal deve reconhecer a categoria do acesso chamador de acordo com a Tabela 7.

Tabela 7 – Categorias do assinante chamador

Dígito mostrado

Categoria do assinante chamador

1

Assinante comum

2

Assinante com tarifação especial

3

Equipamento de manutenção

4

Telefone público local

5

Telefonista

6

Equipamento de comunicação de dados

7

Telefone público interurbano

8

Chamada a cobrar

9

Chamada de origem internacional

 

 

10. REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA TERMINAIS INTERLIGADOS AO STFC ATRAVÉS DE SISTEMAS DE ACESSO FIXO SEM FIO COM INTERFACE ANALÓGICA COM O STFC PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

10.1. São aplicáveis todos os requisitos especificados do item 6.2.1 ao 8.4.6 deste documento.

10.1.1. Quando a estação terminal de acesso (ETA) e o terminal estiverem integrados em um mesmo equipamento, além de atender ao disposto no caput, são também aplicáveis os requisitos técnicos para avaliação da conformidade de estação terminal de acesso.

11. REQUISITOS PARA CERTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS COM INTERFACE DIGITAL COM O STFC

11.1 Requisitos de sinalização

11.1.1. O terminal de usuário, quando possuir interface de voz, deve aceitar pelo menos uma das seguintes sinalizações, enviadas através de aparelho telefônico conectado a interface de voz:

I - decádica, de acordo com a Tabela 4;

II - multifrequencial, de acordo com a Tabela 2.

11.2. Requisitos funcionais

11.2.1. Quando a velocidade do sinal de dados de usuário for inferior a 64 kbit/s, deve ser realizada a adaptação de velocidade, de acordo com o especificado na recomendação ITU-T V.110.

11.2.2. Quando o terminal de usuário prover uma interface de voz, o sinal de voz deve ser codificado de acordo com a lei A de codificação da recomendação ITU-T G.711.

11.2.3. O terminal de usuário deve permitir a operação de chamada/resposta tanto manual como automática de acordo com a recomendação ITU-T V.25. Deve ser possível a inibição da resposta automática através do painel frontal.

11.2.4. O sistema deve prover a realização dos seguintes laços de teste, conforme mostrados na Figura 5.

Figura 5 – Laços de teste

I - LAL – Laço Analógico Local;

II - LDL – Laço Digital Local;

III - LDR – Laço Digital Remoto.

11.2.4.1. Parágrafo único. Os laços de teste LAL e LDR devem ser executados através de comandos no painel do equipamento de central e o LDL através de comando no painel do terminal de usuário.

11.2.5. O terminal de usuário deve possuir, no mínimo, indicação visual de alimentação, sinal de linha, transmissão de dados e recepção de dados.

11.3. Requisitos elétricos da interface de linha

11.3.1. Todas as características especificadas neste item são medidas, ou têm como referência, a impedância de terminação de 135 Ohm resistivo na faixa de 0 a 160 kHz.

11.3.2. Quando o sinal consiste em um quadro de bits com palavra de alinhamento de quadro e símbolos de igual ocorrência nas demais posições, a potência média na linha deve ser menor que +14 dBm, medida na faixa de frequências 0 a 80 kHz.

11.3.3. O terminal de usuário deve ter uma componente de tensão rms longitudinal, medida em qualquer banda de 4 kHz por um período médio de 1 segundo, menor do que -50 dB V na faixa de frequências de 100 Hz a 170 kHz e menor do que -80 dB V na faixa de frequências de 170 kHz a 200 kHz. Esta medida deve ser realizada sobre uma impedância composta por um resistor de 100 Ohm em série com um capacitor de 150 nF.

11.3.4. O balanceamento longitudinal deve estar de acordo com a Figura 6 e ser:

Figura 6 – balanceamento longitudinal

I - maior do que 55 dB para frequências entre 281,2 Hz e 40 kHz;

II - abaixo de 281,2 Hz e acima de 40 kHz deve apresentar queda de 20 dB/década.

11.3.5. A perda de retorno em relação à impedância de 135 Ohm, na faixa de frequências de 1 kHz a 200 kHz, deve estar dentro dos limites especificados na Figura 7 e ser:

Figura 7 – Perda de retorno

I - maior que 20 dB entre 10 kHz e 25 kHz;

II - abaixo de 10 kHz e acima de 25 kHz deve apresentar queda de 20 dB/década.

11.3.6. O limite superior da densidade espectral de potência do sinal deve estar dentro dos limites da Figura 8.

Figura 8 – Limite superior da densidade espectral de potência do sinal transmitido na interface

 

 

11.4. Requisitos de Desempenho

11.4.1. Os modems devem operar com uma taxa de erro (BER) menor ou igual a 1x10-7.

11.4.1.1. A taxa de erro especificada deve ser obtida quando o sistema operar em qualquer uma das configurações de linha mostradas nas figuras 9a, 9b, 9c e 9d.

Figura 9 – Configurações de linha

 

11.4.2. As características elétricas dos cabos que compõe as linhas especificadas no item 11.4.1 estão definidas na regulamentação para avaliação da conformidade de cabos telefônicos metálicos emitida pela Anatel.

11.4.3. O desempenho especificado deve ser obtido para cada uma das linhas apresentadas no item 11.4.1 com o terminal de usuário em avaliação, sujeito a ruído de paradiafonia e ruído metálico.

11.4.4. O ruído de paradiafonia deve apresentar as seguintes características:

I - a paradiafonia simulada deve ser introduzida no receptor do modem em teste. Esta é obtida a partir de uma fonte de ruído branco, conformada por um filtro gaussiano calibrado;

II - a fonte interferente é formatada em frequência e seu nível de potência ajustado de forma a simular a paradiafonia de 49 pares interferentes em um grupo de pares;

III - obtém-se a DEP da paradiafonia - Pnext - pela aplicação de um modelo simplificado da paradiafonia para a DEP dos 49 interferentes, cuja representação gráfica é mostrada na Figura 10;

Figura 10 - DEP para paradiafonia simulada para teste do sistema 2B1Q

IV - a equação a seguir e a Figura 10 representam a DEP unilateralmente, obtendo-se a potência em watts por meio da integral de Pnext com relação à frequência, no intervalo de 0 a infinito;

Onde:

= frequência em Hz

fo = 80 kHz

k = (5/9)xVp2/R

Vp = 2,33 V

R = 135 Ohm

V - o modelo simplificado da paradiafonia apresenta atenuação constante de 15 dB/década e valor de atenuação de 57 dB em 80 kHz. Pnext tem nível significativo na faixa de 160 kHz a 320 kHz, e mesmo em frequências superiores. Todavia, um filtro limitador de faixa pode ser usado para limitar drasticamente a DEP nas frequências acima de 320 kHz;

VI - a paradiafonia simulada dada pela equação apresenta dois termos, "A" e "B", onde:

a) “A” representa a diafonia de 49 sinais interferentes;

b) “B” é uma função de transferência de paradiafonia decrescente a 15 dB/década de frequência e com 57 dB de atenuação em 80 kHz.

VII - para a linha indicada na Figura 9a, a margem de ruído injetado deve ser -6 dB. Para as linhas indicadas nas Figuras 9b e 9c, a margem de ruído deve ser 0 dB, e para a linha indicada na Figura 9d, a margem de ruído deve ser +6 dB.

11.4.5. O ruído de modo comum, simulando o ruído por indução de linhas de energia elétrica (frequência 60 Hz e suas harmônicas) a ser introduzido no receptor do modem, deve consistir na combinação de quaisquer duas harmônicas listadas na Tabela 8 no nível de potência indicado na própria tabela.

Tabela 8 – Potência do ruído de modo comum

Frequência [Hz]

Potência do tom [dBm em 135 W]

60

-47

180

-49

300

-59

420

-65

540

-70

660

-74

 

11.5. O terminal deve atender aos requisitos técnicos de compatibilidade eletromagnética para a avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

11.5.1. Nos ensaios de resistibilidade, em substituição aos ensaios requeridos no documento citado no caput, devem ser realizados os ensaios requeridos pela recomendação ITU-T K.41.

11.6. O terminal deve atender aos requisitos técnicos de segurança elétrica para avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

12. PROCEDIMENTOS DE ENSAIOS PARA CERTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS

12.1. Disposições gerais

12.1.1. Devem ser utilizados os procedimentos de ensaios apresentados a seguir, sendo facultado o uso de procedimentos alternativos desde que equivalentes aos especificados neste documento.

12.2. Condições de ensaio

12.2.1. Todas as medições devem ser realizadas em ambiente com temperatura entre 20°C e 28°C e umidade relativa do ar de 30% a 75%.

12.3. Ensaios para terminais com interface analógica com o STFC

12.3.1. Os ensaios devem ser realizados utilizando-se a ponte de alimentação mostrada na Figura 11. A linha artificial deve obedecer ao previsto na Figura 12, com a célula simulando uma linha telefônica de condutor de 0,40 mm de diâmetro, resistência de 280 Ohm/km e capacitância de 50 nF/km.

Figura 11 – Ponte de alimentação

Figura 12 – Linha artificial

 

12.4. Ensaios comuns a todos terminais com interface analógica com o STFC

12.4.1. Para medição da resistência em corrente contínua, utilizar a montagem da Figura 13 e executar o seguinte procedimento:

Figura 13 – Resistência em corrente contínua

I - manter o equipamento na condição de enlace fechado;

II - utilizar Vbat = 48 V;

III - medir a tensão Vt nas condições de corrente de enlace If de 20 mA e na máxima corrente de enlace possível (ajustar através de Rf);

IV - calcular a resistência através da divisão de Vt por If (Vt/If);

V - repetir a medição de Vt invertendo os terminais de entrada do terminal;

VI - manter o equipamento na condição de enlace aberto;

VII - utilizar Vbat = 48 V e Rf = 0 Ohm;

VIII - medir a corrente If;

IX - repetir a medição de If invertendo os terminais de entrada do terminal;

X - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.4.2. Para medição da impedância na freqüência de 25 Hz, com o enlace aberto, utilizar a montagem da Figura 14 e executar o seguinte procedimento:

Figura 14 – Impedância na frequência de 25 Hz com o enlace aberto

I - manter o equipamento terminal na condição de enlace aberto (desabilitar o atendimento automático para terminais de dados);

II - utilizar um gerador senoidal com frequência de 25 Hz;

III - utilizar R ≤ 300 Ohm;

IV - ajustar Vg para que Vt = 70 Vef;

V - medir a corrente It;

VI - calcular o módulo da impedância do equipamento terminal através de |Z| = Vt/It;

 VII - verificar se o resultado obtido atende a especificação.

12.4.2.1. Neste ensaio devem ser utilizados medidores que indiquem o valor eficaz (rms) real, pois as formas de onda da corrente e tensão podem não ser senoidais.

12.4.3. Para medição da impedância na faixa de frequência de 300 Hz a 3400 Hz com o enlace aberto, utilizar a montagem da Figura 15 e executar o seguinte procedimento:

Figura 15 – Impedância na faixa de frequência de 300 Hz a 3400 Hz com o enlace aberto

I - manter o equipamento na condição de enlace aberto;

II - utilizar um gerador senoidal com impedância de saída menor ou igual a 6 Ohm;

III - ajustar Vg para que Vt = 0,388 Vef;

IV - variar a frequência do gerador de 300 Hz a 3400 Hz;

V - medir a tensão Vi utilizando um medidor seletivo de alta impedância de entrada (≥ 50 kW) sintonizado na mesma frequência do gerador com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

VI - calcular o módulo da impedância do equipamento terminal para as frequências de 300 Hz, 600 Hz, 1000 Hz, 1500 Hz, 2000 Hz, 2500 Hz, 3000 Hz e 3400 Hz, através de |Z| = Vt/(Vi/100);

VII - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.4.4. Para medição do balanceamento longitudinal, utilizar a montagem da Figura 16 e executar o seguinte procedimento:

Figura 16 – Balanceamento longitudinal

I - manter o equipamento terminal na condição de enlace aberto;

II - utilizar Vbat = 48V e Rf = 0 Ohm;

III - utilizar resistores de 300 Ohm casados com tolerância de 0,1% entre si;

IV - utilizar um gerador senoidal com tensão de saída Vg = 0,775 Vef, com impedância de saída menor ou igual a 6 Ohm;

V - conectar o terra do gerador no ponto de aterramento do equipamento terminal. Caso não exista ponto para aterramento, colocar o equipamento em teste sobre uma chapa metálica e conectá-la ao terra do gerador;

VI - variar a frequência do gerador de 60 Hz a 3400 Hz;

VII - medir a tensão Vt utilizando um medidor seletivo balanceado de alta impedância de entrada (≥ 50 kW), sintonizado na mesma frequência do gerador, com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

VIII - calcular o balanceamento longitudinal (BAL) através da equação abaixo, para Vg e Vt medidos em Volts eficaz:

BAL = 20.log(Vg/Vt)

ou, para Vg e Vt medidos em dB:

BAL=Vg - Vt

IX - repetir os incisos II ao VII mantendo o equipamento na condição de enlace fechado e sem enviar sinal. No caso de terminal de voz, realizar as medições com o monofone fora do gancho, manter o monofone em local com baixo ruído ambiente [≤ 40 dB SPL(A)] ou substituir a cápsula transmissora pela sua impedância equivalente a 1 kHz. Manter a cápsula receptora acoplada ao ouvido artificial, conforme a norma IEC-318;

X - repetir este procedimento invertendo os terminais de entrada do equipamento terminal;

XI - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.4.5. Para medição da Perda de retorno, utilizar a montagem da Figura 17 e executar o seguinte procedimento:

Figura 17 – Perda de retorno

I - utilizar resistores de 600 Ohm casados com tolerância de 0,1% entre si;

II - manter o equipamento terminal na condição de enlace fechado e sem enviar sinal. No caso de terminal de voz, realizar as medições com o monofone fora do gancho, manter o monofone em local com baixo ruído ambiente [≤ 40 dB SPL(A)] ou substituir a cápsula transmissora pela sua impedância equivalente a 1 kHz. Manter a cápsula receptora acoplada ao ouvido artificial, conforme a norma IEC-318;

III - utilizar um gerador senoidal com tensão de saída Vg = 0,775 Vef, cuja impedância de saída seja menor ou igual a 6 Ohm;

IV - variar a frequência do gerador para 300 Hz, 600 Hz, 1000 Hz, 1500 Hz, 2000 Hz, 2500 Hz, 3000 Hz e 3400 Hz;

V - medir as tensões Vt1 e Vt2 utilizando um medidor seletivo balanceado, de alta impedância de entrada (≥ 50 kW), sintonizado na mesma frequência do gerador, com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

VI - calcular a perda de retorno através da seguinte equação, para Vt1 e Vt2 medidos em volts eficaz:

PR = 20.log(Vt2/Vt1) = 20.log(0,3875/Vt1)

ou, para Vt1 e Vt2 medidos em dB:

PR = Vt2 - Vt1

VII - executar este procedimento para as frequências definidas no inciso IV, com a corrente de enlace If ajustada (através de Rf) para 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

VIII - repetir as medições invertendo os terminais de entrada do equipamento terminal;

IX - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.4.6. Para medição do ruído psofométrico, utilizar a montagem da Figura 18 e executar o seguinte procedimento:

Figura 18 – Ruído psofométrico

I - no lugar do analisador de espectro, utilizar um medidor psofométrico com alta impedância de entrada (≥ 50 kW) capaz de realizar medidas segundo a recomendação ITU-T O.41;

II - manter o equipamento terminal na condição de enlace aberto;

III - medir o ruído psofométrico e verificar se o resultado obtido atende a especificação;

IV - configurar o equipamento terminal para manter o enlace fechado, sem enviar sinal. No caso de terminal de voz, realizar as medições com o monofone fora do gancho, manter o monofone em local com baixo ruído ambiente [≤ 40 dB SPL(A)] ou substituir a cápsula transmissora pela sua impedância equivalente a 1 kHz. Manter a cápsula receptora acoplada ao ouvido artificial, conforme a norma IEC-318;

V - medir o ruído psofométrico com corrente de 20 mA e na máxima corrente de enlace possível (ajustar através de Rf);

VI - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.4.7. Para medição das características de sinalização decádica, utilizar a montagem da Figura 19 e executar o seguinte procedimento:

Figura 19 – Características de sinalização decádica

I - ajustar Rf para que a corrente de enlace If seja de 20 mA;

II - fazer com que o equipamento terminal envie todos os dígitos possíveis (0 a 9) e verificar no osciloscópio se os pulsos são enviados corretamente;

III - medir os tempos de abertura/fechamento;

IV - calcular a relação abertura/fechamento;

V - calcular a frequência dos pulsos da teclagem;

VI - medir o tempo de pausa interdigital;

VII - medir a tensão Va e calcular a corrente durante a abertura do enlace, através de Iabertura = (Va/100).[A];

VIII - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.4.8. Para medição das características de sinalização multifrequencial, utilizar a montagem da Figura 18 e executar o seguinte procedimento:

I - utilizar um analisador de espectro com impedância de entrada maior ou igual a 50 kOhm;

II - ajustar Rf para que a corrente de enlace If seja de 20 mA;

III - fazer o equipamento terminal enviar dois dígitos que cubram as quatro frequências de sinalização possíveis de serem enviadas e medir, para cada dígito, as frequências e os respectivos níveis de potência dos tons enviados;

IV - medir os tempos de presença e pausa dos tons utilizando um osciloscópio digital no lugar do analisador de espectro;

V - ajustar Rf para que a corrente de enlace If seja a máxima corrente de enlace possível e repetir as medições anteriores;

VI - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.4.9. Para medição dos sinais espúrios durante o envio da sinalização multifrequencial, utilizar a montagem da Figura 18 e executar o seguinte procedimento:

I - utilizar um analisador de espectro com impedância de entrada maior ou igual a 50 kOhm;

II - ajustar Rf para que a corrente de enlace If seja de 20 mA;

III - fazer o equipamento terminal enviar continuamente algum dígito (de 0 a 9). Caso o equipamento terminal não envie sinal continuamente, o analisador de espectro deve permitir a medição do espectro apenas no intervalo de emissão do sinal;

IV - medir o nível de potência das frequências espúrias individuais na faixa de 300 Hz a 3400 Hz utilizando uma largura de faixa de 100 Hz e calcular a potência total das frequências espúrias ou utilizar medidor que meça a potência em toda a faixa de 300 Hz a 3400 Hz e filtre as duas frequências fundamentais;

V - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.5. Ensaios específicos para terminal de voz com interface analógica com o STFC

12.5.1. Para verificação do acionamento do aviso sonoro, utilizar a montagem da Figura 20 e executar o seguinte procedimento:

Figura 20 – Verificação do acionamento do aviso sonoro

I - utilizar um gerador de tensão senoidal (Vg), com tempo de presença do sinal de 1 segundo e ausência de 4 segundos;

II - manter a linha artificial em 0 km;

III - ajustar Vg para que Vt = 90 Vef;

IV - verificar se o aviso sonoro é acionado com a frequência do gerador variando na faixa de 15 Hz a 30 Hz;

V - ajustar Vg para que Vt = 70 Vef;

VI - manter a linha artificial em 3 km;

VII - verificar se o aviso sonoro é acionado com a frequência do gerador variando na faixa de 15 Hz a 30 Hz.

12.5.2. Para medição do pulso de retomada do sinal de discar ou marcar, utilizar a montagem da Figura 19 e executar o seguinte procedimento:

I - manter o monofone fora do gancho;

II - pressionar a tecla de retomada do sinal de discar ou marcar e, por meio do osciloscópio, medir o tempo de abertura do enlace;

III - medir a tensão Va e calcular a corrente durante a abertura do enlace através de Iabertura = (Va/100).[A];

IV - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.5.3. Para equipamento terminal de voz para usuários com deficiência auditiva parcial, realizar os ensaios de intensidade de campo magnético, linearidade do campo magnético com o nível de pressão sonora e resposta de frequência do campo magnético, conforme os métodos descritos no item 7 da norma ETSI ETS 300 381.

12.6. Ensaios específicos para terminal de dados com interface analógica com o STFC

12.6.1. Para medição dos níveis de potência de transmissão, utilizar a montagem na Figura 21 e executar o seguinte procedimento:

Figura 21 – Níveis de potência de transmissão

I - configurar os equipamentos de comunicação dados (ECD) para transmitirem na máxima potência e na modulação em que o equipamento opere na máxima velocidade de transmissão.

II - configurar os equipamentos terminais de dados (ETD) para gerarem o padrão de teste 511;

II - utilizar um medidor (M) de alta impedância de entrada (≥ 50 kW) que meça a potência em toda faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

IV - ajustar Rf para que a corrente de enlace em cada ECD seja de 20 mA;

V - medir a potência de transmissão;

Vi - para o caso dos ECDs utilizarem transmissão full duplex na mesma faixa de frequência (utilizando cancelador de eco), deve ser subtraído 3 dB do valor medido;

VII - ajustar Rf para que a corrente de enlace em cada ECD seja a máxima corrente de enlace possível e repetir os incisos IV e V;

VIII - opcionalmente, esta medição pode ser realizada utilizando híbridas, que separam os sinais de transmissão e recepção;

IX - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.6.2. Para medição dos níveis de espúrios na transmissão, utilizar a montagem da Figura 21 e executar o seguinte procedimento:

I - configurar os equipamentos de comunicação de dados (ECD) para transmitirem na máxima potência e na modulação em que o equipamento opere na máxima velocidade de transmissão.

II - configurar os equipamentos terminais de dados (ETD) para gerarem o padrão de teste 511;

III - ajustar Rf para que a corrente de enlace em cada ECD seja de 20 mA;

IV - utilizando um medidor seletivo (M) de alta impedância de entrada (≥ 50 kW) que meça a potência em toda faixa de 300 Hz a 3400 Hz, medir a potência de transmissão;

V - utilizando um medidor seletivo (M) de alta impedância de entrada, com faixa de passagem menor ou igual a 25 Hz, medir o maior nível de potência para frequências na faixa de 4 kHz a 8 kHz;

VI - utilizando um medidor seletivo (M) de alta impedância de entrada, com faixa de passagem menor ou igual a 25 Hz, medir o maior nível de potência para frequências na faixa de 8 kHz a 12 kHz;

VII - utilizando um medidor seletivo (M) de alta impedância de entrada, com faixa de passagem de 4 kHz, medir o maior nível de potência para frequências de 12 kHz a 150 kHz;

VIII - para o caso dos ECDs utilizarem transmissão full duplex na mesma faixa de frequência (utilizando cancelador de eco), deve ser subtraído 3 dB do valor medido;

IX - ajustar Rf para que a corrente de enlace em cada ECD seja a máxima corrente de enlace possível e repetir os incisos III a VII;

X - opcionalmente, esta medição pode ser realizada utilizando híbridas, que separam os sinais de transmissão e recepção;

XI - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.6.3. Para verificação do reconhecimento do sinal de discar ou marcar, utilizar a montagem da Figura 22 e executar o seguinte procedimento:

Figura 22 – Reconhecimento do sinal de discar ou marcar

I - configurar o equipamento para reconhecer o sinal de discar ou marcar;

II - manter as chaves na posição 1 e ajustar o gerador para que Vt seja de -5 dBm;

III - comutar as chaves para a posição 2 e verificar se o equipamento reconhece o sinal de discar ou marcar;

IV - executar este procedimento para as frequências de 400 Hz e 450 Hz, para corrente de enlace de 20 mA e para a máxima corrente de enlace possível (ajustar por meio de Rf);

V - repetir os incisos II a IV, ajustando o gerador para um nível de -25 dBm.

12.6.4. Para verificação do reconhecimento do sinal de ocupado, utilizar a montagem da Figura 22 e executar o seguinte procedimento:

I - configurar o equipamento para reconhecer os sinais de discar ou marcar e de ocupado;

II - manter as chaves na posição 1 e ajustar o gerador para que Vt seja de -5 dBm (o gerador deve emitir continuamente o sinal);

III - comutar as chaves para a posição 2 e verificar se o equipamento terminal realiza a marcação. Quando a marcação for iniciada, comutar as chaves para a posição 1;

IV - quando a marcação terminar, comutar as chaves para a posição 2 com o gerador emitindo o sinal na frequência e cadência do sinal de ocupado e verificar se o equipamento reconhece o sinal de ocupado;

V - executar este procedimento para as frequências de 400 Hz e 450 Hz, tempos de presença e ausência do sinal de 225 ms e 275 ms respectivamente, para corrente de enlace de 20 mA e para a máxima corrente de enlace possível (ajustar por meio de Rf);

VI - repetir os incisos II a V, ajustando o gerador para um nível de -25 dBm.

12.6.5. Para verificação do reconhecimento do sinal de chamada, utilizar a montagem da Figura 20 e executar o seguinte procedimento:

I - configurar o equipamento para resposta automática após o primeiro sinal de chamada recebido;

II - manter a linha artificial em 0 km;

III - ajustar Vg para que Vt = 90 Vef;

IV - verificar se o sinal de chamada é reconhecido com a frequência do gerador variando na faixa de 15 Hz a 30 Hz;

V - ajustar Vg para que Vt = 70 Vef;

VI - manter a linha artificial em 3 km;

VII - verificar se o sinal de chamada é reconhecido com a frequência do gerador variando na faixa de 15 Hz a 30 Hz;

12.7. Ensaios específicos para terminal de dados com saída auxiliar para terminal de voz e interface analógica com o STFC

12.7.1. Para medição da perda de inserção, utilizar a montagem da Figura 23 e executar o seguinte procedimento:

Figura 23 – Perda de inserção

 

I - manter o terminal na condição de enlace aberto, de modo que a saída para terminal de voz (a2/b2) fique conectada a linha;

II - utilizar um gerador senoidal com tensão de saída Vg = 1,55 Vef cuja impedância de saída seja menor ou igual a 6 Ohm;

III - utilizar como medidor um voltímetro seletivo balanceado de alta impedância de entrada (≥ 50 kW) sintonizado na mesma frequência do gerador com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

IV - manter as chaves na posição 1 e medir a tensão Vt (identificada por Vt1);

V - comutar as chaves para a posição 2 e medir a tensão Vt (identificada por Vt2);

VI - calcular a perda de inserção através da seguinte equação, para Vt medido em volts eficaz:

PI = 20.log(Vt1/Vt2)

ou, para Vt medido em dB:

PI = Vt1 - Vt2

VII - executar este procedimento para toda a faixa de frequência de voz, de 300 Hz a 3400 Hz, com corrente de enlace de 20 mA e na máxima corrente de enlace possível (ajustada por Rf);

VIII - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.7.2. Para medição do ruído psofométrico, utilizar a montagem da Figura 24 e executar o seguinte procedimento:

Figura 24 – Ruído psofométrico

I - manter o equipamento de comunicação de dados na condição de enlace aberto, de modo que a saída para terminal de voz (a2/b2) fique conectada a linha;

II - utilizar um medidor psofométrico de alta impedância de entrada (≥ 50 kW);

III - medir o ruído psofométrico com corrente de enlace de 20 mA e na máxima corrente de enlace possível (ajustar por meio de Rf);

IV - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.7.3. Para medição do balanceamento longitudinal, utilizar a montagem da Figura 25 e executar o seguinte procedimento:

Figura 25 – Balanceamento longitudinal

I - manter o equipamento de comunicação de dados na condição de enlace aberto;

II - utilizar resistores de 300 Ohm casados com tolerância de 0,1% entre si;

III - utilizar um gerador senoidal com tensão de saída Vg = 0,775 Vef cuja impedância de saída seja menor ou igual a 6 Ohm;

IV - utilizar como medidor um voltímetro seletivo balanceado de alta impedância de entrada (≥ 50 kW) sintonizado na mesma frequência do gerador com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

V - conectar o terra do gerador ao ponto de aterramento do equipamento terminal. Caso não exista ponto para aterramento, colocar o equipamento em teste sobre uma chapa metálica e conectá-la ao terra do gerador;

VI - utilizar corrente de enlace de 20 mA (ajustar por meio de Rf);

VII - variar a frequência do gerador de 60 Hz a 3400 Hz;

VIII - medir a tensão Vt nas condições da chave S1 aberta e fechada;

IX - calcular o balanceamento longitudinal (BAL) através da seguinte equação, para Vt medido em Volts eficaz:

BAL = 20.log(Vg/Vt) = 20.log(0,775/Vt)

ou, para Vg e Vt medido em dB:

BAL = Vg - Vt

X - repetir os incisos VII a IX com a máxima corrente de enlace possível;

XI - repetir este procedimento invertendo os terminais de entrada do equipamento terminal;

XII - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.8. Ensaios específicos para terminal identificador do acesso chamador com sinalização DTMF e interface analógica com o STFC

12.8.1. Para a verificação do reconhecimento da categoria e do número do acesso chamador, utilizar a montagem da Figura 16 e executar o seguinte procedimento:

Figura 26 – Reconhecimento da categoria e do número do acesso chamador

I - ajustar a linha artificial para um comprimento de linha de 0 km;

II - utilizar um gerador de sinais DTMF que gere as frequências do grupo alto com um nível 2 dB acima do nível das frequências do grupo baixo. O gerador deve estar programado para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com características nominais de frequência, duração e pausa do sinal, de acordo com a Tabela 3;

III - para medir a potência com o medidor Vt, utilizar um medidor com alta impedância de entrada que meça potência em dBm em relação a 600 Ohm;

IV - ajustar o nível de saída do gerador de sinais DTMF para que a potência da frequência do grupo alto medida com Vt seja de -8 dBm (fazer a medida com o gerador emitindo o sinal continuamente);

V - enviar a sequência mostrada na Tabela 6, onde para cada sequência enviada seja enviado um tipo de categoria de assinante chamador;

VI - verificar se todos os tipos de categoria e números enviados são reconhecidos corretamente;

VII - repetir os incisos II a VI utilizando um comprimento de linha de 3 km.

12.8.2. Para a verificação da aceitação dos tempos de presença e pausa do sinal, utilizar a montagem da Figura 27 e executar o seguinte procedimento:

Figura 27 – Aceitação dos tempos de presença e pausa do sinal

I - programar o gerador de sinais DTMF para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com a seguinte temporização:

a) tempo de presença do sinal: 56 ms;

b) tempo de pausa do sinal: 56 ms.

II - utilizar um gerador de sinais DTMF que gere as frequências do grupo alto com um nível 2 dB acima do nível das frequências do grupo baixo. O gerador deve estar programado para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com características nominais de frequência, de acordo com a Tabela 3;

III - para medir a potência com o medidor Vt, utilizar um medidor com alta impedância de entrada que meça potência em dBm em relação a 600 Ohm;

IV - ajustar o nível de saída do gerador de sinais DTMF para que a potência da frequência do grupo alto medida com Vt seja de -8 dBm. Fazer a medida com o gerador emitindo o sinal continuamente;

V - enviar a sequência mostrada na Tabela 6 com um número que contenha todos os dígitos possíveis;

VI - verificar se a sequência enviada é recebida corretamente;

VII - repetir os incisos de II a VI programando o gerador DTMF para gerar a sequência com a seguinte temporização:

a) tempo de presença do sinal: 84 ms;

b) tempo de pausa do sinal: 84 ms.

VIII - repetir os incisos de II a V programando o gerador DTMF para gerar a sequência com a seguinte temporização:

a) tempo de presença do sinal: 10 ms;

b) tempo de pausa do sinal: 10 ms.

IX - verificar que neste caso a sequência enviada não deve ser identificada.

12.8.3. Para a verificação da aceitação da variação da frequência dos sinais DTMF, utilizar a montagem da Figura 27 e executar o seguinte procedimento:

I - programar o gerador de sinais DTMF para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com as frequências deslocadas de +1,5% em relação às frequências nominais;

II - utilizar um gerador de sinais DTMF que gere as frequências do grupo alto com um nível 2 dB acima do nível das frequências do grupo baixo. O gerador deve estar programado para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com características nominais de duração e pausa do sinal (de acordo com a Tabela 3);

III - para medir a potência com o medidor Vt, utilizar um medidor com alta impedância de entrada que meça potência em dBm em relação a 600 Ohm;

IV - ajustar o nível de saída do gerador de sinais DTMF para que a potência da frequência do grupo alto, medida com Vt, seja de -8 dBm. Fazer a medida com o gerador emitindo o sinal continuamente;

V - enviar a sequência mostrada na Tabela 6 com um número que contenha todos os dígitos possíveis;

VI - verificar se a sequência enviada é recebida corretamente;

VII - repetir os incisos de II a VI programando o gerador DTMF para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com as frequências deslocadas de -1,5% em relação às frequências nominais;

VIII - repetir os incisos de II a V programando o gerador DTMF para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com as frequências deslocadas de +3,5% em relação às frequências nominais;

IX - verificar que neste caso a sequência enviada não deve ser identificada;

X - repetir os incisos de II a V programando o gerador DTMF para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com as frequências deslocadas de -3,5% em relação às frequências nominais;

XI - verificar que neste caso a sequência enviada não deve ser identificada.

12.8.4. Para a verificação da aceitação do nível dos sinais DTMF, utilizar a montagem da Figura 27 e executar o seguinte procedimento:

I - ajustar o nível de saída do gerador de sinais DTMF para que a potência da frequência do grupo alto, medida com Vt, seja -25 dBm. Fazer a medida com o gerador emitindo o sinal continuamente;

II - o gerador de sinais DTMF deve gerar as frequências do grupo alto com um nível 2 dB acima do nível das frequências do grupo baixo. O gerador deve estar programado para gerar a sequência mostrada na Tabela 6 com características nominais de frequência, duração e pausa do sinal (de acordo com a Tabela 3);

III - para medir a potência com o medidor Vt, utilizar um medidor com alta impedância de entrada que meça potência em dBm em relação a 600 Ohm;

IV - enviar a sequência mostrada na Tabela 6 com um número que contenha todos os dígitos possíveis;

V - verificar se a sequência enviada é recebida corretamente;

VI - repetir os incisos de II a IV ajustando o nível de saída do gerador de sinais DTMF para que a potência medida com Vt em relação às frequências do grupo alto seja -50 dBm (fazer a medida com o gerador emitindo o sinal continuamente);

VII - verificar que neste caso a sequência enviada não deve ser identificada.

12.9. Ensaios de desempenho para terminal de dados com interface analógica com o STFC

12.9.1. Para realizar os ensaios de desempenho do equipamento terminal de dados, utilizar a montagem da Figura 28 e executar o seguinte procedimento:

Figura 28 – Desempenho do equipamento terminal de dados

I - configurar os equipamentos a serem ensaiados para transmitirem na máxima potência (≤ -6 dBm) e na máxima velocidade de transmissão em que os equipamentos operem;

II - configurar os ETDs para enviarem o padrão de teste 511;

III - configurar as linhas artificiais para a simulação de um condutor de 0,4 mm de diâmetro (resistência de 280 Ohm/km, capacitância de 50 nF/km) e comprimento de 3 km para cada linha artificial;

IV - configurar o circuito ponte de alimentação com L = 5 H e C = 100 µF (ou circuito ativo equivalente) com uma conversão A-D/D-A (conforme a recomendação ITU-T G.711), e uma conversão 2 Fios/4 Fios/2 Fios, conforme a recomendação ITU-T G.712 com atenuação total de 6,0 dB a 1 kHz e impedância nominal de 600 Ohm;

V - medir a taxa de erro para as condições requeridas no item 8.3.1;

VI - para a avaliação da taxa de erro, devem ser enviados pelo menos 10 milhões de bits com o tempo de medição limitado em 15 minutos;

VII - para terminais de dados que não permitem o envio/recebimento de dados através de um ETD, realizar ensaios funcionais simulando a operação normal do modem, com linha artificial de transmissão e circuito ponte de alimentação conforme descrito nos itens III e IV acima;

VIII - para equipamentos terminais que operem como fax, o ensaio deve ser feito de acordo com o item 8.3.2, utilizando-se linha artificial de transmissão e circuito ponte de alimentação conforme descrito nos itens III e IV acima.

12.10. Ensaios eletroacústicos em terminais com interface analógica com o STFC

12.10.1. As medições eletroacústicas referentes aos itens 12.10.3, 12.10.6, 12.10.8 e 12.10.12 (relativas a recepção) devem ser realizadas em ambiente com nível de ruído inferior à NC-30 e àquelas referentes aos demais artigos, em ambiente com nível de ruído inferior à NC-50, com temperatura ambiente entre 20°C e 28°C e umidade relativa do ar entre 30% e 75%.

12.10.2. Para medição do índice de sonoridade de emissão, realizar a montagem da Figura 29 e executar o seguinte procedimento:

Figura 29 – Índice de sonoridade de emissão

I - utilizar um sistema objetivo de medidas de índice de sonoridade;

II - calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dB Pa) no ponto de referência da boca ao longo da faixa de frequência de 100 Hz a 8 kHz;

III - montar o monofone na frente da boca artificial na posição LRGP;

IV - utilizar Rf = 0;

V - utilizar um comprimento de linha de 0 km e 3 km e verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

12.10.3. Para medição do índice de sonoridade de recepção, realizar a montagem da Figura 30 e executar o seguinte procedimento:

Figura 30 – Índice de sonoridade de recepção

I - utilizar um sistema objetivo de medidas de índice de sonoridade;

II - calibrar o ouvido artificial;

III - utilizar um gerador com impedância de saída menor ou igual a 6 Ohm;

IV - ajustar a saída do gerador para 0,25 Vef (-12 dB V) ao longo da faixa de frequência de 100 Hz a 8 kHz;

V - manter o monofone na posição LRGP;

VI - acoplar o monofone ao ouvido artificial;

VII - utilizar Rf = 0;

VIII - utilizar comprimento de linha de 0 km e 3 km e verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

12.10.4. Para medição do índice de sonoridade de efeito local, realizar a montagem da Figura 31 e executar o seguinte procedimento:

Figura 31 – Índice de sonoridade de efeito local

I - utilizar um sistema objetivo de medidas de índice de sonoridade;

II - calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dB Pa) no ponto de referência da boca ao longo da faixa de frequência de 100 Hz a 8 kHz;

III - calibrar o ouvido artificial;

IV - montar o monofone na frente da boca artificial na posição LRGP;

V - acoplar o monofone ao ouvido artificial;

VI - utilizar comprimento da linha de 0 km e 3 km e verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

12.10.5. Para medição da resposta em frequência de emissão, utilizar a montagem da Figura 29 e executar o seguinte procedimento:

I - substituir o medidor de índice de sonoridade por um voltímetro (sem qualquer filtro);

II - manter um comprimento de linha de 0 km;

III - utilizar Rf = 0;

IV - medir a resposta em frequência de emissão na faixa de 100 Hz a 8 kHz, aplicando uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dB Pa) no ponto de referencia da boca;

V - verificar se os valores obtidos atendem a especificação.

12.10.6. Para medição da resposta em frequência de recepção, utilizar a montagem da Figura 30 e executar o seguinte procedimento:

I - substituir o medidor de índice de sonoridade por um voltímetro (sem qualquer filtro);

II - manter um comprimento de linha de 0 km;

III - utilizar Rf = 0;

IV - medir a resposta em frequência de recepção na faixa de 100 Hz a 8 kHz, com a saída do gerador ajustada para 0,25 Vef (-12 dB V);

V - verificar se os valores obtidos atendem a especificação.

12.10.7. Para medição da distorção harmônica de emissão, utilizar a montagem da Figura 29 e executar o seguinte procedimento:

I - substituir o medidor de índice de sonoridade por um medidor de distorção ou analisador de espectro;

II - calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dB Pa) no ponto de referência da boca (PRB);

III - manter um comprimento de linha de 0 km;

IV - ajustar RF para que a corrente de enlace seja de 20 mA;

V - medir a distorção harmônica de emissão na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

VI - verificar se os valores obtidos atendem a especificação.

12.10.8. Para medição da distorção harmônica de recepção, utilizar a montagem da Figura 30 e executar o seguinte procedimento:

I - substituir o medidor de índice de sonoridade por um medidor de distorção ou analisador de espectro;

II - manter um comprimento de linha de 3 km;

III - utilizar Rf = 0;

IV - medir a distorção harmônica de recepção na faixa de 300 Hz a 3400 Hz;

V - verificar se os valores obtidos atendem a especificação.

12.10.9. Para medição do ruído de recepção, utilizar a montagem da Figura 32 e executar o seguinte procedimento:

Figura 32 – Ruído de recepção

I - calibrar o ouvido artificial;

II - acoplar o monofone do equipamento terminal de voz ao ouvido artificial e colocá-lo na posição LRGP;

III - utilizar um medidor calibrado em dB Pa e com ponderação A;

IV - medir o ruído de recepção ajustando o valor de Rf para que a corrente de enlace If varie entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

V - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.10.10. Para medição do ruído de emissão, utilizar montagem conforme a Figura 33 e executar o seguinte procedimento:

Figura 33 – Ensaio do ruído de emissão

I - utilizar um medidor psofométrico com impedância de entrada maior ou igual a 50 kOhm capaz de realizar medidas segundo a recomendação ITU-T O.41;

II - montar o monofone na frente da boca artificial na posição LRGP desconectando todo e qualquer sinal de entrada na boca artificial;

III - medir o ruído psofométrico ajustando o valor de Rf para que a corrente de enlace If varie entre 20 mA e a máxima corrente de enlace possível;

IV - verificar se os valores obtidos atendem à especificação.

12.10.11. Para medição da linearidade de emissão, utilizar a montagem da Figura 29 e executar o seguinte procedimento:

I - utilizar Rf = 0;

II - aplicar no ponto de referência da boca (PRB) um estímulo acústico de -4,7 dB Pa;

III - com uma linha de comprimento de 0 km, verificar a resposta elétrica nos terminais do equipamento terminal de voz;

IV - variar a pressão acústica no ponto de referência da boca (PRB) de ±10 dB;

V - medir a variação da resposta elétrica nos terminais do equipamento terminal de voz;

VI - verificar se os resultados atendem a especificação.

12.10.12. Para medição da linearidade de recepção, utilizar a montagem da Figura 30 e executar o seguinte procedimento:

I - utilizar Rf = 0;

II - aplicar nos terminais do equipamento terminal de voz um estímulo elétrico de -18 dB V;

III - com uma linha de comprimento de 0 km, verificar a resposta acústica na saída do ouvido artificial;

IV - variar o estímulo elétrico de ±10 dB;

V - medir a variação da resposta acústica na saída do ouvido artificial;

VI - verificar se os resultados atendem a especificação.

12.10.13. Para medição do nível de intensidade sonora produzido pelo aviso sonoro, utilizar a montagem mostrada na Figura 34 e executar o seguinte procedimento:

Figura 34 – Nível de intensidade sonora produzido pelo aviso sonoro

I - posicionar o equipamento terminal de voz a 1,5 m do solo;

II - posicionar o microfone a uma distância de 1 m do equipamento terminal de voz, medida entre o centro da face frontal do telefone e o centro da superfície frontal do microfone, a um ângulo de 10° a 45° da horizontal;

III - o equipamento terminal de voz deve ser alimentado de acordo com a Figura 14 com Vg = 70 Vef (na frequência de 25 Hz) e R ≤ 300 Ohm;

IV - a medição deve ser realizada com um medidor de nível acústico, com leituras em dB(A) referido a 20 µPa [dB SPL(A)];

V - verificar se os resultados obtidos atendem a especificação.

12.10.14. Para medição da atenuação do sinal de voz durante o envio da sinalização multifrequencial, utilizar a montagem da Figura 29 e executar o seguinte procedimento:

I - substituir o medidor de índice de sonoridade por um analisador de espectro ou voltímetro seletivo;

II - calibrar a boca artificial para uma pressão acústica de 0,58 Pa (-4,7 dB Pa) no ponto de referência da boca;

III - manter um comprimento de linha de 0 km;

IV - utilizar Rf = 0;

V - injetar um sinal acústico de 1,1 kHz na cápsula transmissora;

VI - medir o nível do sinal elétrico enviado para a linha;

VII - sem retirar o sinal acústico, fazer o equipamento terminal de voz emitir alguma sinalização multifrequencial e medir novamente o nível do sinal na linha;

VIII - calcular a atenuação e verificar se o valor obtido atende a especificação.

12.10.15. Para medição das características dos dispositivos de auxílio à audição de equipamentos terminais de voz para usuários com deficiência auditiva parcial, são aplicáveis os procedimentos indicados no item 7 da norma ETSI ETS 300 381.

12.11. Ensaios de compatibilidade eletromagnética em terminais com interface analógica com o STFC

12.11.1O terminal de dados deve ser ensaiado de acordo com o disposto na regulamentação específica quanto aos aspectos de compatibilidade eletromagnética, nas seguintes condições:

I - utilizar a montagem de teste mostrada na Figura 35;

Figura 35 – Aspectos de compatibilidade eletromagnética

II - utilizar linhas artificiais simulando cabos de 0,40 mm com 3 km de comprimento cada uma;

III - configurar os equipamentos de comunicação de dados para transmitirem na máxima potência (≤ -6 dBm) e na modulação em que os equipamentos operem na máxima velocidade de transmissão;

IV - configurar os ETDs para enviarem o padrão de teste 511;

V - durante o ensaio de imunidade à interferência, introduzir a perturbação no equipamento B e verificar se a taxa de erro, na sua recepção, se mantém menor ou igual a 1x10-6. Para equipamentos terminais que operem como fax, o ensaio deve ser feito com o equipamento A enviando as folhas padrão de teste especificadas na recomendação ITU-T T.22 para o equipamento B, e verificando-se a qualidade das folhas recebidas;

VI - para a avaliação da taxa de erro, devem ser enviados pelo menos 10 milhões de bits com o tempo de medição limitado em 15 minutos.

VII - após a realização do ensaio de resistibilidade a perturbações eletromagnéticas, o funcionamento do equipamento terminal de dados deve ser avaliado através do seguinte procedimento:

a) realizar testes funcionais de sinalização de linha (decádica e multifrequencial), e recebimento de chamada;

b) realizar medições de resistência em corrente contínua conforme disposto no item 6.4.2, balanceamento longitudinal conforme disposto no item 6.4.4 e ruído psofométrico conforme disposto no item 6.4.6.

12.11.2. O terminal de voz deve ser ensaiado de acordo com o disposto na regulamentação específica quanto aos aspectos de compatibilidade eletromagnética, nas seguintes condições:

I - utilizar a montagem de teste mostrada na Figura 36;

Figura 36 – Aspectos de compatibilidade eletromagnética

II - no ensaio de imunidade à interferência conduzida, o sinal interferente deve ser introduzido entre a ponte de alimentação e o equipamento sob teste;

III - no ensaio de imunidade à interferência (radiada ou conduzida), a potência do sinal de 1 kHz demodulado, medido em V1 (com uma largura de banda menor ou igual a 100 Hz), deve ser menor ou igual a -40 dBm;

IV - após a realização do ensaio de resistibilidade a perturbações eletromagnéticas, o funcionamento do equipamento terminal de voz deve ser avaliado através do seguinte procedimento:

V - realizar testes funcionais de sinalização de linha (decádica e multifrequencial), conversação e recebimento de chamada;

VI - realizar medições de resistência em corrente contínua conforme disposto no item 6.4.2, balanceamento longitudinal conforme disposto no item 6.4.4 e ruído de emissão conforme disposto no item 6.4.6.

12.12. O terminal com interface analógica com o STFC deve ser ensaiado de acordo com os requisitos técnicos de segurança elétrica para avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.

12.12.1. O ensaio de proteção contra choque acústico é aplicado somente para equipamento terminal de voz e deve ser utilizada a montagem de teste da Figura 36 introduzindo-se a perturbação eletromagnética entre a ponte de alimentação e o equipamento sob teste.

12.13. Ensaios elétricos em terminais com interface digital com o STFC

12.13.1. Para medição da potência média de transmissão, utilizar a montagem da Figura 37 e executar o seguinte procedimento:

Figura 37 – Ensaio de potência média do sinal transmitido

I - configurar o equipamento para transmitir um sinal pseudo-aleatório com formatação de quadro e multiquadro na interface de linha;

II - utilizar um medidor de nível seletivo configurado para medição em faixa larga (de 0 a 80 kHz) com uma entrada de alta impedância (≥ 13,5 kOhm). Se a medida, em dBm, fornecida pelo medidor de nível seletivo for referenciada a uma carga Z diferente de 135 Ohm, deve ser somado ao valor medido o Fator de Correção = 10 x log (Z/135);

III - caso o equipamento não permita a transmissão de sinal sem estar conectado a um outro, deve ser utilizada a montagem da Figura 38. Nesse caso, deve ser subtraído 3 dB do valor medido, devido aos dois equipamentos estarem transmitindo simultaneamente.

Figura 38 – Método alternativo de ensaio de potência média do sinal transmitido

12.13.2. Para medição da tensão longitudinal de saída, utilizar a montagem da Figura 39 e executar o seguinte procedimento:

Figura 39 – Ensaio da tensão longitudinal de saída

I - configurar o equipamento para transmitir um sinal pseudo-aleatório com formatação de quadro e multiquadro na interface de linha. O terra de referência para o ensaio deve ser o fio terra do equipamento, caso esteja ligado. Caso contrário, deve ser utilizado o terra da placa digital do equipamento;

II - utilizar o analisador de espectro com uma entrada de alta impedância (≥ 13,5 kW) e nas seguintes condições:

a) RBW (resolution bandwidth) = 1 kHz;

b) VBW (video bandwidth) ≤ 10 Hz;

c) IRG (input range) = 0 dBm;

d) varredura linear de 100 Hz a pelo menos 200 kHz.

III - medir com o analisador de espectro o nível de potência do sinal sobre a carga longitudinal de ensaio (resistor de 100 Ohm em série com um capacitor de 150 nF) em qualquer largura de faixa de 4 kHz na faixa de frequências especificada no item anterior. Para se ter a medida numa largura de faixa de 4 kHz qualquer, é necessário somar 4 valores consecutivos fornecidos pelo analisador medidos em larguras de faixa de 1 kHz;

IV - se as medidas do analisador forem referenciadas a uma carga Z diferente de 135 Ohm, deve ser somado aos valores medidos o Fator de Correção = 10 x log(Z/135);

V - para se obter o valor em dB V, deve-se aplicar a seguinte equação:

V = M - 8,7 [dB V]

Onde:

V é o valor do nível do sinal em dB V;

M é o valor da soma de 4 valores consecutivos fornecidos pelo analisador, em dBm;

8,7 é o termo de correção para a impedância de 135 Ohm;

VI - caso o equipamento não permita a transmissão de sinal sem estar conectado a outro, deve ser utilizada a montagem da Figura 40. Deve ser subtraído 3 dB do valor medido, devido aos dois equipamentos estarem transmitindo simultaneamente.

Figura 40 – Método alternativo de ensaio da tensão longitudinal de saída

12.13.3. Para medição do balanceamento longitudinal, utilizar a montagem da Figura 41 e executar o seguinte procedimento:

Figura 41 – Ensaio de balanceamento longitudinal

I - manter o equipamento sob ensaio no modo inativo. O terra de referência para o ensaio deve ser o fio terra do equipamento, caso esteja ligado. Caso contrário, deve ser utilizado o terra da placa digital do equipamento;

II - utilizar um medidor de nível seletivo balanceado, com alta impedância de entrada (≥ 13,5 kOhm) e um gerador de sinal senoidal com saída de baixa impedância (≤ 13,5 Ohm);

III - injetar um sinal senoidal longitudinal cuja tensão EL é 1 Vef e medir a tensão transversal resultante ET na faixa de frequências entre 10 Hz e 1000 kHz. Calcular o balanceamento longitudinal através da seguinte equação, para EL e ET medidos em volts eficaz:

BAL = 20.log|(EL/ET)| 

ou, para EL e ET medidos em dB:

BAL = EL - ET

12.13.4. Para medição da perda de retorno, utilizar a montagem da Figura 42 e executar o seguinte procedimento:

Figura 42 – Ensaio de perda de retorno

I - manter o equipamento no estado inativo (sem enviar sinal);

II - utilizar um gerador senoidal com tensão de saída Vg = 1 Vef, com baixa impedância de saída (≤ 13,5 W);

III - medir as tensões Vt1 e Vt2 utilizando um medidor seletivo balanceado de alta impedância de entrada (≥ 13,5 kW) sintonizado na mesma frequência do gerador com largura de banda menor ou igual a 25 Hz;

IV - calcular a perda de retorno através da seguinte equação, para Vt1 e Vt2 medidos em volts eficaz:

PR = 20.log|(Vt2/Vt1)|

12.13.5. Para a medição da aceitação da sinalização decádica nas interfaces de voz, utilizar a montagem da Figura 43 e executar o seguinte procedimento:

Figura 43 – Ensaio de aceitação da sinalização decádica

I - configurar o gerador de sinalização decádica para gerar pausa interdigital de 700 ms;

II - configurar o gerador de sinalização decádica para gerar pulsos de sinalização com tempo de abertura de 58 ms e tempo de fechamento de 28 ms;

III - gerar sinalização que permita realizar uma chamada e verificar se a chamada foi encaminhada corretamente pelo recebimento da corrente de toque no telefone;

IV - configurar o gerador de sinalização decádica para gerar pulsos de sinalização com tempo de abertura de 58 ms e tempo de fechamento de 40 ms;

V - gerar sinalização que permita realizar uma chamada e verificar se a chamada foi encaminhada corretamente pelo recebimento da corrente de toque no telefone;

VI - configurar o gerador de sinalização decádica para gerar pulsos de sinalização com tempo de abertura de 77 ms e tempo de fechamento de 28 ms;

VII - gerar sinalização que permita realizar uma chamada e verificar se a chamada foi encaminhada corretamente pelo recebimento da corrente de toque no telefone;

VIII - configurar o gerador de sinalização decádica para gerar pulsos de sinalização com tempo de abertura de 77 ms e tempo de fechamento de 40 ms;

IX - gerar sinalização que permita realizar uma chamada e verificar se a chamada foi encaminhada corretamente, pelo recebimento da corrente de toque no telefone;

12.13.6. Para a medição da aceitação da sinalização multifrequencial nas interfaces de voz, utilizar a montagem da Figura 44 e executar o seguinte procedimento:

Figura 44 – Ensaio de aceitação da sinalização DTMF

I - utilizar um medidor seletivo balanceado M com alta impedância de entrada (≥ 50 kW) com largura de banda menor ou igual a 25 Hz que meça a potência em relação a 600 Ohm;

II - ajustar o gerador DTMF para que a potência medida pelo medidor M seja de -8 dBm para as frequências do grupo alto e -10 dBm para as frequências do grupo baixo;

III - configurar o gerador DTMF para gerar tempos de duração e pausa do sinal de 60 ms;

IV - configurar o gerador DTMF para gerar as frequências dos sinais deslocadas de +1,5% em relação aos valores nominais;

V - realizar chamadas que contenham todos os dígitos possíveis e verificar se a chamada é encaminhada corretamente;

VI - configurar o gerador DTMF para gerar as frequências dos sinais deslocadas de -1,5% em relação aos valores nominais;

VII - realizar chamadas que contenham todos os dígitos possíveis e verificar se a chamada é encaminhada corretamente.

12.14. Ensaios de desempenho em terminais com interface digital com o STFC

12.14.1. Para realizar os ensaios de desempenho do terminal, utilizar a montagem da Figura 45 e executar o seguinte procedimento:

Figura 45 - Ensaios de desempenho do terminal

I - utilizar geradores de padrão com taxa de 64 kbit/s que gerem uma sequência de bit pseudo-aleatória de comprimento 215-1. A taxa de erro de bit deve ser medida após a transmissão de 100 milhões de bits;

II - configurar o simulador de linha de acordo com o especificado no item 11.4.1 e o gerador de ruídos de acordo com o especificado nos itens 11.4.4 e 11.4.5;

III - medir a taxa de erro para todas as condições exigidas.

12.15. Ensaios de compatibilidade eletromagnética em terminais com interface digital com o STFC

12.15.1. O terminal deve ser ensaiado de acordo com a regulamentação mencionada no item 11.5 quanto aos aspectos de compatibilidade eletromagnética nas seguintes condições:

I - utilizar a montagem de teste mostrada na Figura 46;

Figura 46 - Ensaios de compatibilidade eletromagnética

II - utilizar linha artificial simulando cabo de 0,40 mm com 3 km de comprimento;

III - configurar os equipamentos terminais de comunicação de dados para transmitirem na velocidade de 64 kbit/s;

IV - configurar os geradores de padrão para enviarem uma sequência de bit pseudo-aleatória de comprimento 215-1;

V - durante o ensaio de imunidade à interferência, verificar se a taxa de erro se mantém menor ou igual a 1x10-7;

VI - para a avaliação da taxa de erro, devem ser enviados pelo menos 100 milhões de bits;

VII - após a realização do ensaio de resistibilidade a perturbações eletromagnéticas, o funcionamento do equipamento terminal de dados deve ser avaliado através de testes funcionais de transmissão/recepção de dados e da medição do balanceamento longitudinal, conforme disposto no item 6.4.2.

12.16. O terminal com interface digital com o STFC deve ser ensaiado de acordo com os requisitos técnicos de segurança elétrica para avaliação da conformidade de produtos para telecomunicações.