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Ato nº 14037, de 05 de outubro de 2022

Publicado: Quinta, 24 Novembro 2022 12:20 | Última atualização: Terça, 06 Dezembro 2022 08:24 | Acessos: 1106
 

 

 

Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico de 24/11/2022.

 

O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e

CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei n.º 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;

CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 242, de 30 de novembro de 2000;

CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.002731/2018-52,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar os requisitos técnicos relativos à avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis de 50 Ω ou 75 Ω, conforme o anexo a este Ato.

Art. 2º Revogar, 180 dias após a data da publicação deste Ato, os requisitos técnicos relativos à avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis de 50 Ω ou 75 Ω, aprovados pelo Ato nº 962, de 08 de fevereiro de 2018.

Art. 3º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviços Eletrônico da Anatel, sendo mandatória a aplicação do seu anexo 180 dias após a data de sua publicação.

 

VINICIUS OLIVEIRA CARAM GUIMA
Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação

 

ANEXO AO ATO Nº 14037, DE 05 DE OUTUBRO DE 2022

REQUISITOS TÉCNICOS PARA A AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE E HOMOLOGAÇÃO DE CABOS COAXIAIS FLEXÍVEIS DE 50 Ω OU 75 Ω

 

1. OBJETIVO

1.1. Este documento estabelece os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de cabos coaxiais flexíveis com impedância de 50 Ω [ohms] ou 75 Ω, para efeito de homologação junto à Agência Nacional de Telecomunicações.

2. ABRANGÊNCIA

2.1. Este documento se aplica aos cabos coaxiais flexíveis de 50 Ω ou 75 Ω para utilização interna predial ou em áreas externas, quando utilizados para interligação de antenas ou equipamentos para transmissão de sinais de telecomunicações. Os cabos coaxiais resultantes deste documento não se aplicam a sistemas de CATV.

2.2. Os cabos abrangidos por este documento são indicados ao uso em sistemas radiantes de altas frequências, nas faixas de HF, VHF e UHF.

Tabela 1 – Faixas de RF

Faixa de RF

Frequência [MHz]

HF

1 a 30

VHF

30 a 300

UHF

300 a 3000

2.3. Faixas de frequência diferentes podem ser especificadas pelo fabricante.

3. REFERÊNCIAS

3.1. Para fins deste documento, são adotadas as seguintes referências:

3.1.1. Regulamento de Avaliação da Conformidade e de Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 715, de 23 de outubro de 2019.

3.1.2. Lista de Referência de Produtos para Telecomunicações, aprovada pelo Ato nº 7280, de 26 de novembro de 2020.

3.1.3. ABNT NBR 6810:2010 – Fios e cabos elétricos – Tração à ruptura em componentes metálicos – Método de ensaio;

3.1.4. ABNT NBR 6814:1986 – Fios e cabos elétricos – Ensaio de resistência elétrica – Método de ensaio;

3.1.5. ABNT NBR 8094:1983 – Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina – Método de ensaio.

3.1.6. ABNT NBR 9141:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de tração e alongamento à ruptura – Método de ensaio;

3.1.7. ABNT NBR 9143:1999 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de contração – Método de ensaio;

3.1.8. ABNT NBR 9146:2012 – Fios e cabos telefônicos – Ensaio de tensão elétrica aplicada – Método de ensaio;

3.1.9. ABNT NBR 9148:1998 – Cabos ópticos e fios e cabos telefônicos – Ensaio de envelhecimento acelerado – Método de ensaio;

3.1.10. ABNT NBR 9149:1998 – Cabos telefônicos – Ensaio de escoamento de composto de enchimento – Método de ensaio;

3.1.11. ABNT NBR 14705:2010 – Classificação de cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama – Especificação;

3.1.12. ABNT NBR 14706:2001 – Cabos ópticos, fios e cabos telefônicos – Determinação do coeficiente de absorção de ultravioleta – Método de ensaio;

3.1.13. ABNT NBR 15443:2006 – Fios, cabos e condutores elétricos — Verificação dimensional e de massa;

3.1.14. ABNT NBR NM-IEC-60811-1-1:2001 – Métodos de ensaio comuns para os materiais de isolação e de cobertura de cabos elétricos – Parte 1: Métodos para aplicação geral – Capítulo 1: Medição de espessuras e dimensões externas – Ensaios para a determinação das propriedades mecânicas;

3.1.15. ANSI/SCTE 03:2008 – Test method for coaxial cable structural return l​oss;

3.1.16. ANSI/SCTE 47:2007 – Test method for coaxial cable attenuation;

3.1.17. ANSI/SCTE 48-3:2018 – Test procedure for measuring shielding effectiveness of braided coaxial drop cable using the GTEM cell;

3.1.18. ANSI/SCTE 66:2016 – Test method for coaxial cable impedance;

3.1.19. ANSI/SCTE 69:2007 – Test method for moisture inhibitor corrosion resistance;

3.1.20. ANSI/SCTE 70:2007 – Insulation resistance megohmmeter method;

3.1.21. ASTM A641/A641M-19 – Specification For zinc-coated (galvanized) carbon steel wire;

3.1.22. ASTM D 4565:2020 – Standard test methods for physical and environmental performance properties of insulations and jackets for telecommunications wire and cable;

3.1.23. ASTM G 155:2021 – Standard practice for operating xenon arc light apparatus for exposure of non-metallic materials;

3.1.24. IEC 61196-1:2005 – Coaxial communication cables - Part 1: Generic specification - General, definitions and requirements;

3.1.25. IEC 61196-1-108:2011 – Coaxial communication cables - Part 1-108: Electrical test methods - Test for characteristic impedance, phase and group delay, electrical length and propagation velocity;

4. DEFINIÇÕES

4.1. Blindagem global: conjunto formado pela combinação de fita(s) polimérica(s) laminada(s) metalizada(s), quando houver, e trança(s) de fios de cobre nu ou revestido.

4.2. Cabo coaxial: cabo constituído de dois condutores separados por material polimérico, tendo um eixo comum.

4.3. Capa externa: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo, atuando como revestimento externo do cabo coaxial singelo ou como encapamento da via no cabo multicoaxial.

4.4. Cobertura: camada de material polimérico aplicada sobre a blindagem global, quando houver, ou sobre o núcleo multicoaxial.

4.5. Condutor central: é constituído por um fio sólido, multifilar ou um tubo liso.

4.6. Condutor externo ou blindagem: conjunto formado pela combinação de fita(s) polimérica(s) laminada(s) aluminizada(s), quando houver, e trança(s) de fios de cobre nu ou revestido.

4.7. Dielétrico: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor central.

4.8. Família de cabos: serão considerados como componentes de uma mesma família os cabos que apresentarem as mesmas características dimensionais e de materiais em relação ao núcleo do cabo. Os cabos com condutor nu ou revestido podem fazer parte de uma mesma família, assim como os cabos múltiplos. Os cabos com condutor central tubular constituem uma família específica.

4.9. Feixe ou espula: conjunto de fios elementares.

4.10. Fio elementar: fio sólido que compõe o feixe.

4.11. Fita laminada de blindagem: fita polimérica com folha(s) de material(is) metálico(s) laminado aderida(s) a pelo menos uma de suas faces.

4.11.1. Primeira fita: fita laminada de blindagem sobreposta ao dielétrico. Esta fita pode ser aderida ou não ao dielétrico.

4.11.2. Segunda fita: fita laminada de blindagem sobreposta à primeira trança.

4.11.3. Terceira fita: fita laminada de blindagem sobreposta ao núcleo multicoaxial.

4.12. Jaqueta: camada de material polimérico aplicada sobre o condutor externo atuando como revestimento externo nos cabos sem armação.

4.13. Lance: comprimento contínuo sem emendas.

4.14. Núcleo do cabo: conjunto formado pelo condutor central e o dielétrico.

4.15. Núcleo multicoaxial: conjunto formado pela reunião de cabos coaxiais (vias).

4.16. Trança ou malha: blindagem constituída de feixes entrelaçados.

4.16.1. Primeira trança: trança sobreposta à primeira fita, quando houver, ou ao dielétrico.

4.16.2. Segunda trança: trança sobreposta à segunda fita, quando houver, ou sobre à primeira trança.

4.16.3. Terceira trança: trança sobreposta à terceira fita, quando houver, ou sobre o núcleo multicoaxial.

5. DESIGNAÇÃO

5.1. A designação dos cabos coaxiais deve ser conforme definido a seguir:

nn                   = número de vias (somente em cabos multicoaxiais).

RF                   = cabo para radiofrequência (padrão).

II                     = impedância do cabo.

<espaço>

C,CC               = diâmetro do condutor central em mm (pode ser adotada apenas a unidade e o décimo quando o centésimo for igual a zero).

F ou T             = quando utilizado o “F” indica que o condutor central é multifilar e o “T” indica que o condutor central é tubular.

/

D,DD              = diâmetro sobre o dielétrico em mm (poderá ser adotado apenas a unidade e o décimo quando o centésimo for igual a zero).

<espaço>

X/Y/Z             = material do condutor central, do revestimento quando houver e do dielétrico respectivamente, onde X, Y e Z representam os símbolos químicos ou sigla dos materiais.

<espaço>

M                    = quando utilizado indica a aplicação de fita laminada de blindagem sobre o dielétrico.

DT                   = quando utilizado indica dupla trança.

X                     = quando utilizado indica que o condutor externo é revestido, onde X é o símbolo químico do material do revestimento.

<espaço>

BC                  = indica a existência de blindagem global constituída de fita laminada de blindagem, em cabos multicoaxiais.

T                      = indica a existência de blindagem global constituída de trança de fios metálicos.

X                     = quando utilizado indica que o condutor da blindagem global é revestido, onde X é o símbolo químico do material do revestimento.

<espaço>

XX                  = aplicável apenas para os cabos indicados ao uso em ambiente interno. Define a classificação do cabo quanto ao comportamento frente à chama conforme norma ABNT NBR 14705.

FFF ou FFFF  = faixa de RF ou frequência de operação em MHz.

Exemplo:

21RF75 0,50F/2,45 Cu/Sn/FEP MDTSn BCTSn CM HF

Cabo multicoaxial constituído por 21 vias com impedância de 75 ohms. O condutor central é multifilar estanhado com diâmetro de 0,50 mm e o dielétrico de FEP tem 2,45 mm de diâmetro. Cada via é blindada por uma fita laminada de blindagem e dupla trança de fios de cobre estanhado. O núcleo multicoaxial é blindado por fita(s) laminada(s) de blindagem aplicada(s) e por trança de fios de cobre estanhado e revestido externamente por um composto termoplástico retardante à chama, classe CM, e opera na faixa de frequência de 1 a 30 MHz. 

6. PROJETO

Tabela 2 – Símbolos, descrições e unidades de medida

 

Tabela 3 – Índices

Índice

Componente

1

Condutor central

2

Dielétrico

3

Primeira fita

4

Primeira trança

5

Segunda fita

6

Segunda trança

7

Capa externa

8

Núcleo multicoaxial

9

Terceira fita

10

Terceira trança

11

Cobertura

6.1. Parâmetros definidos pelo fabricante

6.1.1. O interessado deve fornecer, ao agente responsável pela avaliação da conformidade e ao laboratório, uma planilha preenchida contendo as informações solicitadas, conforme modelo  contido no item 13 destes requisitos.

6.1.2. As constantes dos materiais dielétricos são as disponíveis na tabela 4. Os valores para os materiais que não estão presentes na tabela 4 devem ser definidos e informados pelo fabricante de acordo com o composto utilizado.

Tabela 4 – Constantes dos materiais dielétricos

 

Tabela 4.A

Tabela 4.B

 

6.2. Condutor externo

6.2.1. Primeira fita

Diâmetro eficaz ()

onde:

 é o diâmetro externo do dielétrico;

 é a espessura da primeira fita.

6.2.2. Primeira trança

Tabela 5 – Diâmetros recomendados para as tranças

Diâmetro eficaz ()

  • quando houver a aplicação conjunta da primeira fita laminada de blindagem, sobreposta ao dielétrico, e da primeira trança:

  • quando houver a aplicação somente da primeira trança sobreposta ao dielétrico:

onde:

 é o diâmetro do fio elementar da primeira trança.

Diâmetro médio ()

 

 

Percentual de cobertura ()

 

onde:

  é o passo do feixe;

 é o ângulo formado entre o eixo do cabo e a trança;

 é o número de feixes da trança;

 é o número de fios por feixe;

 é o diâmetro do fio elementar da trança;

 é o fator de cobertura linear da trança.

6.2.3. Segunda fita

Diâmetro eficaz ()

onde:

 é a espessura da segunda fita.

6.2.4. Segunda trança

Diâmetro eficaz (D6e)

 

onde:

 é o diâmetro do fio elementar da segunda trança.

Diâmetro médio ()

Percentual de cobertura ()

 

6.3. Condutor central

Diâmetro eficaz ()

onde:

 é a constante de Neper, com valor aproximado de 2,71828182;

 é a constante dielétrica.

Tabela 6 – Constantes para condutor central

Símbolo

Designação

Valor pelo número de elementos (N1)

1

7

12

19

Fator de trança para resistência cc e peso

1,00

1,03

1,03

1,03

Fator trança para atenuação

1,00

1,25

1,25

1,25

Fator de diâmetro eficaz

1,00

0,94

0,96

0,98

Taxa entre diâmetro externo e o diâmetro do fio elementar

1,00

3,02

4,16

5,00

Fator de gradiente de voltagem

1,00

0,90

0,90

0,90

Diâmetro do condutor sólido ou monofilar ()

Diâmetro do condutor flexível ou multifilar ()

Diâmetro do fio elementar do condutor flexível ou multifilar ()

6.4. Capa externa

Diâmetro médio ()

onde:

 é a espessura da capa externa.

6.5. Núcleo multicoaxial

Diâmetro médio ()

Tabela 7 – Fator de cálculo para o núcleo multicoaxial

6.6. Blindagem Global

6.6.1. Terceira fita

Diâmetro Médio ()

onde:

 é a espessura da terceira fita.

6.6.2. Terceira trança

Diâmetro médio ()

onde:

 é o diâmetro do fio elementar da terceira trança.

Percentual de cobertura ()

onde:

  é o passo do feixe;

 é o ângulo formado entre o eixo do cabo e a trança;

 é o número de feixes da trança;

 é o número de fios por feixe;

 é o diâmetro do fio elementar da trança;

 é o fator de cobertura linear da trança.

6.7. Cobertura

Espessura nominal ()

Espessura mínima ()

6.8. Resistência Elétrica

Tabela 8 – Condutividade dos materiais condutores

Resistência elétrica do condutor central sólido ou monofilar ()

Resistência elétrica do condutor central flexível ou multifilar ()

Resistência elétrica do condutor central tubular ()

6.9. Atenuação

Atenuação ()

Atenuação inerente ao condutor central ()

 

Atenuação inerente ao dielétrico ()

Atenuação inerente ao condutor externo ()

 

Tabela 9 – Constantes construtivas para o cálculo da atenuação

Símbolo

Designação

Característica

Valor

Atenuação característica do condutor central

Condutor monofilar

Condutor multifilar

1,0

1,25

Cobre estanhado

Aço/Alumínio cobreado

Ver Tabela 10.A

Ver Tabela 10.B

Atenuação característica do condutor externo

Condutor Trançado

2,0

fita polimérica com face(s) metálica(s) laminada(s) aplicada diretamente sobre o dielétrico

1,0

Cobre estanhado

Ver Tabela 10.A

 

Tabela 10 – Constantes de material para o cálculo da atenuação

Condutor

Símbolo

Valor

Cobre

 e 

1

Cobre prateado

1

Alumínio

1

Cobre estanhado

Ver Tabela 10.A

Aço/Alumínio cobreado

Ver Tabela 10.B

 

Tabela 10.A – Cobre estanhado

 ou 

0,01

1,01

0,02

1,03

0,03

1,06

0,04

1,11

0,06

1,25

0,08

1,44

0,10

1,67

0,12

1,91

0,15

2,24

0,18

2,46

0,20

2,60

≥ 0,25

2,70

 

 Tabela 10.B – Aço/Alumínio cobreado

 ou 

0,005

11,04

0,010

6,06

0,015

4,16

0,020

3,17

0,025

2,57

0,030

2,16

0,035

1,87

0,040

1,65

0,050

1,35

0,060

1,16

0,070

1,04

≥ 0,080

1,00

6.10. Impedância

Impedância ()

6.11. Rigidez dielétrica

Rigidez dielétrica ()

6.12. Velocidade de propagação

Velocidade de propagação ()

7. REQUISITOS GERAIS

7.1. O condutor externo ou blindagem dos cabos coaxiais deve ser constituído de trança(s) de fios em combinação ou não com fita(s) laminada(s) de blindagem;

7.2. O condutor externo deve ser protegido por uma capa externa que apresente o desempenho previsto neste documento;

7.3. Os cabos multicoaxiais devem ser constituídos pela reunião de mais de um cabo coaxial, neste caso denominado vias, reunidos entre si, opcionalmente envoltos por uma ou mais camadas de material não higroscópico;

7.4. O cabo multicoaxial paralelo é constituído pela reunião de duas ou mais vias, em paralelo, sem cordão de rasgamento e sem cobertura;

7.5. Cada via do cabo multicoaxial deve ser identificada por uma marcação indelével, em intervalos adequados, de tal forma que com a abertura de 50 cm de cobertura seja possível a identificação de todas as vias. Em cabos de duas vias é suficiente a marcação de apenas uma delas;

7.6. Quando houver blindagem global, esta poderá ser constituída de trança(s) de fios metálicos em combinação ou não com fita(s) laminada(s) de blindagem;

7.7. O cabo multicoaxial deve ser protegido por uma cobertura que apresente o desempenho previsto neste documento;

7.8. Os cabos multicoaxiais devem possuir sob a cobertura um cordão de rasgamento. Este, deve ser dielétrico, não higroscópico e contínuo em todo o comprimento do cabo, devendo permitir, sem o seu rompimento, uma abertura de pelo menos um metro da cobertura;

7.9. O condutor central deve ser constituído por um fio sólido, multifilar ou um tubo liso de cobre, alumínio, estanho, prata ou aço cobreado

7.10. A superfície do condutor central não deve apresentar fissuras, escamas, estrias, rebarbas, asperezas ou inclusões;

7.11. O dielétrico deve ser constituído por uma camada de material polimérico que satisfaça os requisitos deste documento.

8. REQUISITOS ESPECÍFICOS E MÉTODOS DE ENSAIO

8.1. Resistência elétrica

8.1.1. A resistência elétrica do condutor central não deve ser superior ao valor calculado, expresso em Ω/100 m, e deve ser medida em corrente contínua a 20°C ou corrigida para esta temperatura, devendo ser verificada conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 6814.

8.1.2. Para os cabos multicoaxiais o valor de resistência máxima pode ser acrescido em 2% em relação ao calculado para o cabo singelo, sendo esse fator multiplicado pelo número de coroas constituintes do cabo. Este percentual não se aplica aos cabos multicoaxiais paralelos.

 

8.2. Resistência de isolamento

8.2.1. A resistência de isolamento deve ser de, no mínimo, 5.000 MΩ.km, devendo ser verificada através do método estabelecido na norma ANSI/SCTE 70.

8.3. Rigidez dielétrica

8.3.1. Quando o valor calculado de rigidez dielétrica for inferior a 5 kV, este deverá ser arredondado para um valor superior múltiplo de 0,2 kV. Por exemplo, se o valor calculado for de 2,15 kV, este deverá ser arredondado para 2,2 kV.

8.3.2. Quando o valor calculado de rigidez dielétrica for igual ou superior a 5 kV, este deverá ser arredondado para um valor superior múltiplo de 0,5 kV. Por exemplo, se o valor calculado for de 5,35 kV, este deverá ser arredondado para 5,5 kV.

8.3.3. O ensaio deve ser realizado por dois minutos em tensão alternada (CA) ou com o valor corrigido para tensão contínua (CC), sendo esta correção feita multiplicando-se o valor eficaz CA por 1,41.

8.3.4. O valor máximo da tensão aplicada no cabo deve ser limitado a 7kVCA ou 10kVCC.

8.3.5. A rigidez dielétrica entre os condutores de um cabo deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 9146.

8.4. Atenuação

8.4.1. A atenuação dos cabos singelos não deve ser superior à atenuação nominal calculada para cada ponto medido multiplicada pelo coeficiente de 1,15.

8.4.2. A atenuação máxima especificada para os cabos multicoaxiais de uma coroa não deve ser superior à atenuação máxima permitida para o cabo singelo multiplicada pelo coeficiente de 1,02. Para cabos multicoaxiais com mais de uma coroa deve ser acrescido ao coeficiente de 1,02 o valor de 0,02 para cada coroa adicional. O coeficiente de 1,02 não se aplica aos cabos multicoaxiais paralelos.

8.4.3. A atenuação deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma IEC  61196-1 ou na norma ANSI/SCTE 47. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.4.4. Para a verificação da curva de atenuação devem ser calculados e apresentados pelo interessado, no mínimo, 91 pontos por década distribuídos linearmente. Por exemplo, de 1 a 10 MHz são 91 pontos, de 10 a 100 MHz são  mais 91 pontos, e assim, sucessivamente.

8.4.5. O cabo deve ser classificado quanto à sua atenuação de acordo com a atenuação máxima calculada na frequência de 200 MHz à temperatura de 20°C, sendo a atenuação expressa em dB/100 m. Caso o valor fique fora do especificado na tabela 11, este poderá ser calculado em outras frequências, tendo como preferência 30 MHz para os cabos que operam em HF e 800 MHz para os cabos que operam em UHF.

Tabela 11 – Classe de atenuação

Atenuação

[dB/100m]

Classe de

atenuação

a ≤ 2,0

2

2,0 < a ≤ 2,5

2,5

2,5 < a ≤ 3,0

3

3,0 < a ≤ 4,0

4

4,0 < a ≤ 5,0

5

5,0 < a ≤ 6,0

6

6,0 < a ≤ 8,0

8

8,0 < a ≤ 10,0

10

10,0 < a ≤ 13,0

13

13,0 < a ≤ 16,0

16

16,0 < a ≤ 20,0

20

8.5. Impedância

8.5.1. A impedância média deve atender ao valor calculado pelo fabricante e deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma ANSI SCTE 66 na faixa de frequência de operação do cabo, limitando-se a 210 MHz. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.5.2. A tolerância de impedância é dada em função da classe de atenuação que o cabo se enquadra. Na tabela 12 é apresentada a correspondência entre classe de atenuação e tolerância de impedância.

 

Tabela 12 – Tolerância de impedância

Classe de

atenuação

Tolerância de

impedância [Ω]

2 a 4

± 2,0

5 a 8

± 2,5

10 a 13

± 3,0

16 a 20

± 5,0

8.6. Velocidade de propagação

8.6.1. A velocidade de propagação relativa do cabo coaxial não deve ser inferior a 95% do valor calculado, devendo ser verificada conforme o método de ensaio estabelecido na norma IEC 61196-1-108, na faixa de frequência de operação do cabo, limitada a 210 MHz. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.7. Perda por retorno (SRL)

8.7.1. A perda de retorno não deve ser inferior aos valores estabelecidos na tabela 13 para as faixas de frequência especificadas, respeitando a faixa de frequência de operação do cabo informada na planilha de cálculo.

Tabela 13 – SRL

Faixa de frequência

[MHz]

SRL

[dB]

 30 MHz ≤ f ≤ 300 MHz

15

300 MHz < f ≤ 460 MHz

460 MHz < f ≤ 585 MHz

585 MHz < f ≤ 960 MHz

8.7.2. Em cada uma das faixas de frequência são permitidos até 3 picos de SRL, desde que não ultrapassem 4 dB abaixo do valor mínimo admitido.

8.7.3. A perda por retorno estrutural deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma ANSI/SCTE-03. Outro método que apresente a mesma exatidão pode ser utilizado.

8.8. Eficiência de blindagem

8.8.1. A eficiência da blindagem para os cabos coaxiais flexíveis não deve ser inferior aos valores estabelecidos na tabela 14 e deve ser verificada através do método estabelecido na norma ANSI/SCTE-48-3 na faixa de frequência de 5 MHz a 1.000 MHz, respeitando a frequência máxima de operação do cabo informada na planilha de cálculo.

 

Tabela 14 – Eficiência da blindagem [dB]

Blindagem

Dupla + fita(s)

Simples + fita(s)

Dupla (2 tranças)

Simples (1 trança)

95

65

59

35

8.8.2. Para fins de avaliação da eficiência de blindagem em uma mesma família o interessado deve informar todas as construções de blindagem e percentuais de cobertura de trança pertencentes a esta família e devem ser apresentadas duas amostras: uma da blindagem com construção mais complexa e a segunda da construção mais simples, conforme a tabela 19 (grau de complexidade). As amostras devem possuir o menor percentual da trança na família apresentada.

8.8.3. As amostras devem ser montadas conforme o especificado no item 10.11 abaixo.

8.8.4. O equipamento de ensaio não está restrito ao citado no método de ensaio especificado em 8.8.1, podendo ser utilizado um equipamento com precisão equivalente.

8.9. Condutor central

8.9.1. Para o condutor central com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1% em relação ao calculado.

8.9.2. A verificação do diâmetro do condutor central deve ser realizada conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 15443.

8.9.3. O alongamento à ruptura do condutor de cobre nu ou revestido após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 10%, devendo ser verificado através do método estabelecido na norma ABNT NBR 6810. O ensaio deve ser realizado em três corpos-de-prova de 250 mm de comprimento, entre marcas, com velocidade de afastamento das garras de 50 mm/min.

8.9.4. O alongamento à ruptura do condutor de aço cobreado após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 1% e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na norma ABNT NBR 6810. O ensaio deve ser realizado em três corpos-de-prova de 250 mm de comprimento, entre marcas, com velocidade de afastamento das garras de 50 mm/min.

8.9.5. O alongamento à ruptura do condutor de alumínio nu ou revestido após a aplicação do dielétrico deve ser de, no mínimo, 3% e deve ser verificado conforme o método de ensaio estabelecido na norma ABNT NBR 6810. O ensaio deve ser realizado em três corpos-de-prova de 250 mm de comprimento, entre marcas, com velocidade de afastamento das garras de 50 mm/min.

8.10. Dielétrico

8.10.1. A tolerância do diâmetro externo do dielétrico é dada na tabela 15.

Tabela 15 – Variação do diâmetro do dielétrico

Diâmetro nominal

[mm]

Variação

[mm]

D2 ≤ 0,9

± 0,08

0,9 < D2 ≤ 2,4

± 0,10

2,4 < D2 ≤ 3,4

± 0,13

3,4 < D2 ≤ 4,4

± 0,15

4,4 < D2 ≤ 6,4

± 0,20

6,4 < D2 ≤ 7,4

± 0,25

7,4 < D2 ≤ 9,9

± 0,30

9,9 < D2 ≤ 14,9

± 0,40

14,9 < D2 ≤ 20,0

± 0,50

8.10.2. Deve-se medir o diâmetro em quatro pontos de uma mesma seção transversal, defasados em aproximadamente 45°, e anotada a média aritmética dos valores.

8.10.3. A contração do dielétrico constituído de material polimérico sólido deve ser inferior a 9,5 mm e deve ser verificada conforme o método de ensaio estabelecido na norma ABNT NBR 9143.

8.11. Condutor externo

8.11.1. Para o(s) fio(s) elementar(es) da trança(s) com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1% em relação ao calculado.

8.11.2. Na verificação do diâmetro do fio elementar deve-se utilizar um instrumento com resolução metrologicamente adequada. Para a execução do ensaio deve-se obter duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal e ser anotada a média aritmética.

8.11.3. O percentual de cobertura da(s) trança(s) do condutor externo deve ser de, no mínimo, 60% quando aplicada sobre fita laminada de blindagem ou de 85% onde não houver fita.

8.11.4. O percentual de cobertura da segunda trança do condutor externo deve ser de, no mínimo, 40%.

8.11.5. O percentual de cobertura das tranças deve ser calculado pelas equações a seguir:

 

 

onde :

 é o fator de cobertura linear;

 é o diâmetro do fio elementar do feixe, em milímetros;

 é o diâmetro médio da trança, em milímetros;

 é o diâmetro sob a trança;

 é o diâmetro do fio elementar;

 é o número de feixes;

 é o número de fios por feixe;

 é o passo da trança, em milímetros;

 é o ângulo formado entre o eixo do cabo e a trança.

8.12. Capa externa e cobertura

8.12.1. Os cabos destinados a instalações em áreas externas não podem utilizar os materiais EVA, ETFE, PTFE e FEP.

8.12.2. A espessura mínima absoluta em qualquer ponto da capa externa deve atender aos valores estabelecidos na tabela 16 e deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR NM-IEC-60811-1-1.

Tabela 16 – Espessura da capa externa

8.12.3. A espessura mínima absoluta em qualquer ponto da cobertura deve atender ao valor calculado e deve ser verificada conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR NM-IEC-60811-1-1.

8.12.4. Os materiais empregados na capa externa e na cobertura devem atender aos valores de alongamento e resistência à tração estabelecidos nas tabelas 17 e 18 e devem ser verificados conforme os métodos estabelecidos nas normas ABNT NBR 9141 e ABNT NBR 9148.

Tabela 17 – Alongamento e resistência à tração-original

Material

Alongamento

Mínimo

[%]

Resistência à Tração Mínima

[Mpa]

FEP

FRPE

PEAD

PEBD

ETFE

PVC

SRPVC

PTFE

EVA

200

100

300

350

100

125

100

175

100

17,2

8,3

16,5

9,7

34,5

12,0

20,7

27,6

8,3

FEP       = Etileno-polipropileno fluoretizado

FRPE    = PE retardante à chama

PEAD   = PE de alta densidade

PEBD   = PE de baixa densidade

ETFE    = Etileno-tetrafluoretileno

PVC      = Policloreto de vinila

SRPVC = PVC semi-rígido

PTFE   = Politetrafluoretileno

EVA     =  Etileno vinil acetato

PE       = Polietileno

Tabela 18 – Alongamento e resistência à tração-envelhecido

Classe  [°C]

Material

Tempo

[h]

Temperatura

[°C]

Retenção do original [%]

Alongamento

Resistência à tração

75

FRPE

PEAD

PEBD

EVA

48

100

75

75

75

PVC

SRPVC

168

168

100

113

60

70

80

70

90

PVC

SRPVC

168

168

121

121

50

70

85

70

90

EVA

168

100

75

80

105

PVC

SRPVC

168

168

136

136

50

70

85

70

150

ETFE

168

180

75

85

200

FEP

168

232

75

75

250

PTFE

1440

260

85

85

8.12.5. Os materiais empregados na capa externa ou cobertura dos cabos destinados à instalações em área externa devem apresentar um coeficiente de absorção, quando expostos à radiação ultravioleta, acima de 4000 ABS/cm para a capa de PE ou de 2800 ABS/cm para capa de PVC, conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 14706.

8.12.6. Os materiais empregados na capa externa de cor não preta ou na cobertura de cor não preta dos cabos destinados à instalações em área externa devem ser submetidos ao ensaio de intemperismo, conforme a norma ASTM G155, ciclo 1, durante 720 horas. Após o ensaio, devem ser verificados o alongamento à ruptura e a resistência à tração do revestimento externo, conforme a norma ABNT NBR 9141. Os valores obtidos não devem diferir em mais de 25% dos valores originais do revestimento externo.

8.13. Blindagem global

8.13.1. Para o fio elementar da trança com diâmetro calculado inferior a 0,25 mm é aceita uma variação de 0,003 mm. Nos demais casos a variação pode ser de até 1% em relação ao calculado.

8.13.2. Na verificação do diâmetro do fio elementar deve-se utilizar um instrumento com resolução metrologicamente adequada. Para a execução do ensaio deve-se obter duas leituras perpendiculares de uma mesma seção transversal e ser anotada a média aritmética.

8.13.3. O percentual de cobertura da trança da blindagem global deve ser de, no mínimo, 60% quando aplicada sobre fita laminada de blindagem ou de 85% onde não houver fita.

8.13.4. O percentual de cobertura da trança deve ser verificado utilizando-se a metodologia de cálculo descrita no item 8.11.5.

8.14. Dobramento

8.14.1. O cabo completo deve ser submetido ao ensaio de dobramento à temperatura ambiente conforme estabelecido na norma ASTM D 4565, seção 34. Após o ensaio o cabo não deve apresentar danos visíveis a olho nu e deve atender ao requisito de impedância presente neste documento.

8.15. Comportamento frente à chama

8.15.1. O cabo coaxial para aplicação em redes internas, mesmo que parcial, deve possuir a capa externa e a cobertura de material retardante à chama, sendo que sua classificação deverá ser comprovada através do método de ensaio correspondente, conforme estabelecido na norma ABNT NBR 14705.

8.16. Mensageiro integrado

8.16.1. Quando o cabo coaxial rígido possuir mensageiro integrado, este deverá ser constituído por um fio ou cordoalha de aço galvanizado.

8.16.2. A verificação dos requisitos deve ser feita no fio singelo ou fio elementar da cordoalha e atender aos requisitos da norma ASTM A641/A641M-19class 1, hard temper para:

a)Carga de ruptura mínima;

b)Camada de zinco;

c)Aderência da camada de zinco;

d)Diâmetro do mensageiro

8.16.3. Para a medição do diâmetro do mensageiro deverá ser utilizado instrumento com resolução metrologicamente adequada e serem tomadas duas medidas perpendiculares de uma mesma seção transversal, sendo anotada a média aritmética dos valores obtidos.

8.17. Requisito e método de ensaio para resistência à corrosão

8.17.1. O cabo coaxial flexível que possui composto vedante não deve apresentar sinais de corrosão após ser submetido ao ensaio de resistência à corrosão conforme o método estabelecido na norma ANSI/SCTE-69 e na norma ABNT NBR 8094.

8.18. Requisito e método de ensaio para escoamento do composto

8.18.1. O cabo coaxial flexível que possui composto vedante deve ser submetido ao ensaio de escoamento do composto, conforme o método estabelecido na norma ABNT NBR 9149 e não deve apresentar sinais de escoamento ou gotejamento.

9. ORIENTAÇÕES GERAIS

9.1. A regulamentação vigente, que estabelece os requisitos, critérios de formação de famílias e procedimentos de ensaios para avaliação da conformidade deve ser observada durante todo o processo de avaliação da conformidade e homologação.

9.2. Quaisquer dúvidas quanto a sua aplicabilidade devem ser levadas à consideração da Gerência de Certificação e Numeração da Anatel antes do início do processo de avaliação da conformidade e homologação.

9.3. Para cabos não previstos na regulamentação vigente, antes de dar início ao processo de avaliação da conformidade, a Gerência de Certificação e Numeração da Anatel deve ser consultada.

9.4. Para os cabos homologados antes da entrada em vigor deste documento, aplicam-se os seguintes princípios, descritos na regulamentação vigente:

9.4.1. Para os cabos homologados, as orientações deste documento devem ser observadas por ocasião da manutenção da avaliação da conformidade do produto.

9.4.2. As orientações deste documento devem ser observadas sempre que ocorrer a emissão de novo documento resultante do processo de avaliação da conformidade.

9.5. No caso de produtos fabricados em regime de OEM (Original Equipment Manufacturer, Fabricante Original de Equipamento) que deem origem a novos requerimentos de homologação, o processo de avaliação da conformidade deve estar adequado às disposições deste documento.

9.5.1. Para os produtos fabricados em regime de OEM, os novos requerimentos devem estar adequados a este documento mesmo que o período de manutenção da avaliação da conformidade inicial ainda não tenha vencido.

10. AMOSTRAGEM DO CABO COAXIAL

10.1. As amostras enviadas aos laboratórios para ensaio devem estar conforme especificado na regulamentação vigente.

10.2. Para se definir as amostras a serem apresentadas, os cabos de uma mesma família devem ser classificados segundo o grau de complexidade conforme a tabela abaixo:

Tabela 19 – Grau de complexidade

 

10.3. Deve ser apresentada para ensaio pelo menos uma amostra de cada família dos cabos, sendo que os ensaios efetuados em uma amostra de cabo de maior grau de complexidade de uma família serão válidos para os demais cabos de complexidade inferior dentro da mesma família.

10.4. Caso uma família de cabos para avaliação da conformidade inclua cabos com características opcionais ou especiais, deverão ser fornecidas amostras adicionais, suficientes para a realização dos ensaios específicos correspondentes.

10.5. Caso alguma família de cabos para avaliação da conformidade inclua cabos multicoaxiais, uma amostra com o maior número de vias e blindagem global, quando houver, deve ser apresentada. Esta amostra pode representar todos os cabos da família se, e somente se, suas vias apresentarem o maior grau de complexidade.

10.6. Caso um determinado cabo possua jaqueta ou capa externa distintas para aplicação em áreas internas e áreas externas, deverão ser apresentadas para ensaios duas amostras deste cabo com as referidas capas. Numa amostra serão realizados os ensaios completos e na segunda amostra os ensaios aplicáveis ao material da jaqueta e capa externa, de acordo com o estabelecido nas tabelas 20 e 21.

10.6.1. Caso um determinado cabo possua capa externa e cobertura de cores distintas para aplicação em área interna, o interessado deve declarar formalmente que o material base, sem corante, utilizado na fabricação da amostra submetida a ensaio será mantido assim como suas características frente à chama.

10.6.1. Caso um determinado cabo possua capa externa e cobertura de cores distintas para aplicação em área externa, todos os cabos de cores distintas devem ser submetidos ao ensaio de intemperismo.

10.7. Os ensaios do mensageiro integrado devem ser realizados em todos os diâmetros utilizados. Caso um determinado diâmetro seja utilizado em uma ou mais famílias de cabos não é necessário repetir os ensaios do mensageiro para cada família.

10.8. Devem ser submetidas a todos os ensaios elétricos pelo menos 25% das vias dos cabos multicoaxiais com um mínimo de duas vias. Os demais ensaios devem ser realizados em apenas uma via e na cobertura.

10.9. As amostras de cabo devem ter lance de, no mínimo, 100 m e estarem com suas extremidades preparadas com conectores.

10.10. Para os ensaios específicos das capas externas as amostras de cabos a serem apresentadas para ensaios deverão ter o lance especificado de comum acordo entre o laboratório e o interessado.

10.11. Para o ensaio específico de eficiência de blindagem as amostras devem ter os corpos-de-prova preparados conforme as instruções abaixo: 

a) Três amostras do cabo completo (núcleo do cabo, condutor externo e capa externa), com as suas extremidades preparadas com conectores, montadas conforme a figura 2;

Figura 2 – Montagem dos corpos de prova do cabo completo 

b) Uma amostra do núcleo do cabo (condutor central e dielétrico), com as suas extremidades preparadas com conectores,  montada conforme a figura 3.

Figura 3 – Montagem dos corpos de prova do condutor central e dielétrico 

10.12. Quando os ensaios forem realizados em laboratórios distintos, as amostras deverão ser retiradas de cabos de um mesmo lote.

10.13. Para os ensaios específicos das capas externas as amostras de cabos a serem apresentadas para ensaios deverão ter o lance especificado de comum acordo entre o laboratório e o interessado.

10.14. No caso de reteste decorrente de não conformidades encontradas nos ensaios ou inclusão de cabo similar em uma mesma família, a amostra poderá ser retirada de lote diferente da amostra original.

10.14.1. Neste caso, o especialista do agente responsável pela avaliação da conformidade deve avaliar a amostra e descrever esta avaliação no relatório de avaliação da conformidade técnica, indicando claramente que a nova amostra tem as mesmas características da amostra do lote original.

10.15. No caso de alteração dos requisitos específicos do cabo que levem à necessidade de nova avaliação da conformidade, poderá ser utilizada amostra de lote diferente daquela usada na avaliação da conformidade inicial, desde que os procedimentos usados na avaliação da conformidade inicial estejam adequados a este documento.

10.15.1. O item 10.14.1 também deve ser observado neste caso.

10.16. A amostra do cabo encaminhada para os ensaios deve ter impressa, na capa, a identificação ou, quando aplicável, a designação do produto, bem como: nome/identificação do fabricante (detentor da tecnologia) e/ou marca comercial do fabricante (detentor da tecnologia) e/ou marca comercial do requerente da homologação, quando devidamente autorizado pelo fabricante (detentor da tecnologia), a identificação do lote de fabricação e a classificação de retardância a chama, conforme o item 8.15.

10.16.1. O cabo comercializado deve ter impressa na capa, em intervalos não superiores a 5 m, as mesmas informações previstas no item 10.16, bem como a identificação de homologação, conforme item 12.

10.16.2. Se ensaios para manutenção do documento resultante do processo de avaliação da conformidade forem necessários, as amostras do cabo encaminhada para os ensaios de manutenção devem atender ao disposto no subitem 10.16.1.

10.17. Não serão considerados válidos, para fins de avaliação da conformidade e homologação, ensaios realizados em materiais de um modelo de cabo para avaliação da conformidade de outro de família diferente.

11. ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

11.1. No caso de uma família de produtos possuírem cabos com diferentes tipos de comportamento frente à chama, uma amostra deverá ser submetida a todos os ensaios previstos para o produto.

11.2. Para os outros cabos com comportamentos frente a chama distintos, todos os ensaios referentes à capa deverão ser refeitos, conforme tabelas 20 e 21.

11.3. No caso de uma família de produtos possuírem cabos com outros tipos de revestimento externo, uma amostra de cada cabo deverá ser submetida a todos os ensaios referentes a esta alteração, conforme tabelas 20 e 21.

11.4. Para produtos que apresentarem não conformidade em algum ensaio e houver qualquer alteração no processo produtivo ou no produto que implique em uma nova amostra, esta deverá ser submetida ao ensaio no qual a primeira amostra foi reprovada e a todos os ensaios referentes àquela alteração, conforme tabelas 20 e 21.

Tabela 20 – Relação de ensaios a serem refeitos

Ensaios a serem refeitos

Materiais ou partes do cabo coaxial cujos requisitos específicos não foram atendidos ou que sofreram alteração no processo de fabricação ou no produto

Elétricos

Transmissão

Capa

Condutor interno

Condutor externo

Cobertura

Blindagem global

Dielétrico

Mensageiro

Composto vedante

Capa (revestimento externo)

 

 

X

 

 

 

 

 

 

 

Condutor interno (central)

X

(ver nota 1)

X

 

X

 

 

 

 

 

 

Condutor externo (blindagem)

 

X

 

 

X

 

 

 

 

 

Cobertura do cabo (multicoaxial)

 

 

 

 

 

X

 

 

 

 

Blindagem global (multicoaxial)

 

 

 

 

 

 

X

 

 

 

Dielétrico

X

(ver nota 2)

X

 

 

 

 

 

X

 

 

Mensageiro

 

 

 

 

 

 

 

 

X

 

Composto vedante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

X

Nota 1: Reensaiar SOMENTE resistência elétrica

Nota 2: Reensaiar SOMENTE resistência de isolamento e rigidez dielétrica

Tabela 21 - Descrição dos ensaios

Requisitos específicos

Ensaios elétricos

 

Resistência elétrica

 

Rigidez dielétrica

 

Resistência de isolamento

Ensaios de transmissão

 

Atenuação

 

Impedância

 

Velocidade de propagação

 

Perda de retorno

 

Eficiência de blindagem

Ensaios no condutor interno
(central)

 

Diâmetro do condutor

 

Alongamento à ruptura

Ensaios no condutor externo
(blindagem)

 

Diâmetro do fio elementar

 

Sobreposição da fita

 

Diâmetro do fio das tranças

 

Percentual de cobertura das tranças

Ensaios na capa
(revestimento externo)

 

Diâmetro sobre a capa externa

 

Espessura mínima da capa

 

Tração à ruptura do material da capa externa (original)

 

Alongamento mínimo do material da capa externa (original)

 

Envelhecimento do material da capa externa

 

Intemperismo

 

Alongamento mínimo do material da capa externa (envelhecido)

 

Tração à ruptura do material da capa externa (envelhecido)

 

Coeficiente de absorção

 

Comportamento frente à chama

Ensaios na cobertura
(somente para cabo multicoaxial)

 

Espessura mínima da cobertura

 

Tração à ruptura do material da cobertura (original)

 

Alongamento mínimo do material da cobertura (original)

 

Envelhecimento do material da cobertura

 

Intemperismo

 

Alongamento mínimo do material da cobertura (envelhecido)

 

Tração à ruptura do material da cobertura (envelhecido)

 

Coeficiente de absorção

 

Comportamento frente à chama

Ensaios na blindagem global
(somente para cabo multicoaxial)

 

Diâmetro do fio das tranças

 

Percentual de cobertura das tranças

Ensaios no dielétrico

 

Diâmetro nominal

 

Contração

Ensaios no mensageiro

 

Carga de ruptura mínima

 

Camada de zinco

 

Aderência da camada de zinco

 

Diâmetro

Ensaios no composto vedante

 

Resistência à corrosão

 

Escoamento do composto vedante

12. IDENTIFICAÇÃO DA HOMOLOGAÇÃO

12.1. A marcação do selo ANATEL e a identificação do código de homologação devem ser apresentadas na embalagem externa do produto, em conformidade com a regulamentação vigente. Também podem ser utilizados, opcionalmente, meios de impressão gráfica nos catálogos dos produtos ou na documentação técnica pertinente.

12.2. Adicionalmente, conforme o procedimento operacional para marcação da identificação da homologação Anatel em produtos para telecomunicações, anexo ao ato nº 4088, de 31 de julho de 2020, deve ser impressa de forma legível na capa externa dos cabos singelos ou na cobertura dos cabos multicoaxiais, ao longo do seu comprimento, a identificação alfanumérica da homologação do produto, em uma das seguintes formas:

a)ANATEL HHHHH-AA-FFFFF; ou

b)ANATEL: HHHHH-AA-FFFFF.

Onde:

HHHHH – identifica a homologação do produto por meio de numeração sequencial com 5 (cinco) caracteres;

AA – identifica o ano de emissão da homologação com 2 (dois) caracteres numéricos;

FFFFF – identifica o fabricante do produto com 5 (cinco) caracteres alfanuméricos.

13. PLANILHA DE PARÂMETROS DO CABO

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