Ato nº 14096, de 23 de novembro de 2017
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Observação: Este texto não substitui o publicado no Boletim de Serviço Eletrônico em 5/2/2018.
O SUPERINTENDENTE DE OUTORGA E RECURSOS À PRESTAÇÃO - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 419, de 24 de maio de 2013, e
CONSIDERANDO a competência dada pelos Incisos XIII e XIV do Art. 19 da Lei nº 9.472/97 – Lei Geral de Telecomunicações;
CONSIDERANDO o Inciso II do Art. 9º do Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242, de 30 de novembro de 2000;
CONSIDERANDO o Art. 1º da Portaria nº 419 de 24 de maio de 2013;
CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 53500.082131/2017-89;
RESOLVE:
Art. 1º Aprovar os requisitos técnicos para avaliação da conformidade do produto "Regenerador de sinais SHDSL", conforme o Anexo I deste Ato.
Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação no Boletim de Serviço Eletrônico da Anatel.
VITOR ELISIO GOES DE OLIVEIRA MENEZES
Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação
REQUISITOS TÉCNICOS PARA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DO PRODUTO REGENERADOR DE SINAIS SHDSL
1.1. Estabelecer os requisitos mínimos a serem demonstrados na avaliação da conformidade de Regeneradores de Sinais SHDSL junto à Agência Nacional de Telecomunicações.
2.1. Potência média do sinal transmitido
a) O valor da potência média deve ser igual a 13,5 ±0,5 dBm medida na faixa de frequências de 0 Hz a 1168 kHz. A potência média do sinal é obtida com a transmissão da palavra de alinhamento de quadro e símbolos de igual ocorrência nas demais posições
2.1.2.1. Instrumentos de teste
a) Medidor de Nível Seletivo.

Figura 1 - Teste de Potência Média do Sinal Transmitido
a) Configurar o equipamento para transmitir um sinal pseudo-aleatório com formatação de quadro e multiquadro na Interface de Linha. Se o equipamento for gerador de telealimentação, inibir geração da tensão de telealimentação;
b) Utilizar o medidor de nível seletivo com uma entrada de alta impedância, medindo na faixa de 0 a 1200 kHz;
c) Corrigir o resultado obtido para se ter o valor em dBm referenciado à carga de 135 ohms, da seguinte forma: se a medida em dBm do medidor de nível seletivo for referenciada a uma carga Z diferente de 135 ohms, deve ser corrigida para ser referenciada a 135 ohms, de acordo com a correção a seguir:
Correção = 10.log(Z/135)
d) Repetir os procedimentos anteriores para cada uma das interfaces de linha existentes no equipamento.
2.2. Tensão longitudinal de saída
a) O nível da tensão longitudinal em RMS medido em qualquer largura de faixa de 4 kHz, com uma média temporal de 1 segundo, deve ser:
- menor do que -50 dBv na faixa de frequências de 100 Hz a 400 kHz;
- menor do que -80 dBv na faixa de frequências de 400 kHz a 1000 kHz.
2.2.2.1.Instrumentos de teste
a) Analisador de Espectro;
b) Ponte de Balanceamento (vide Figura 2).

Figura 2 - Teste de Tensão Longitudinal de Saída
a) Configurar o equipamento para transmitir um sinal pseudo-aleatório com formatação de quadro e multiquadro na Interface de Linha. Se o equipamento for gerador de telealimentação, inibir geração da tensão de telealimentação. O terra de referência para o teste deve ser o fio terra do equipamento, caso esteja ligado. Caso contrário, deve ser utilizado o terra da placa digital do equipamento.
b) Utilizar o analisador com uma entrada de alta impedância e nas seguintes condições:
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RBW (Resolution Bandwidth) |
1 kHz |
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VBW (Video Bandwidth) |
3 Hz |
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ST (Sweep Tme) |
250 s |
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IRG (Input Range) |
0 dBm |
c) Selecionar no analisador o modo de operação "LEVEL" e varredura linear cobrindo a faixa de frequências de 1 kHz a 501 kHz. Isto resulta em 500 medidas, cada uma em uma frequência espaçada de 1 kHz de sua predecessora e sucessora;
d) Medir com o analisador o nível de potência do sinal que resulta sobre a carga longitudinal de teste (resistor de 100 ohms em série com o capacitor de 0,15 μF) em qualquer largura de faixa de 4 kHz na faixa de frequências de 1 kHz a 501kHz. Para se ter a medida numa largura de faixa de 4 kHz qualquer, é necessário somar 4 medidas consecutivas fornecidas pelo analisador, conforme Notas a seguir;
Notas:
1) Se as medidas do analisador forem referenciadas a uma carga Z diferente de 135 ohms, devem ser corrigidas para serem referenciadas a 135 ohms, de acordo com a seguinte fórmula: Correção = 10.log(Z/135).
2) Para medir o nível do sinal longitudinal numa largura de faixa de 4 kHz deve-se selecionar adequadamente o valor de RBW (Resolution Bandwidth) do analisador. RBW determina a largura de faixa de 3 dB do filtro seletivo sintonizável do analisador, na saída do qual é feita a detecção do nível do sinal. De modo geral, RBW pode assumir valores que são múltiplos de dez dos valores 1 e 3 (3 Hz, 10 Hz, 30 Hz, 100 Hz, 300 Hz, etc.). Neste caso deve-se medir o nível de sinal longitudinal com RBW igual a 1 kHz em quatro pontos consecutivos de frequência espaçados de 1 kHz. A potência em uma largura de faixa de 4 kHz é aproximadamente igual a soma dos quatro valores consecutivos medidos em larguras de faixa de 1 kHz.
3) Para aproximar o efeito de tomar-se o nível do sinal longitudinal numa média temporal de 1 segundo como estabelece a especificação, deve-se ajustar VBW (Video Bandwidth) do analisador para um valor menor ou igual a 10 Hz. O controle VBW determina a largura de faixa de 3 dB do filtro (de suavização) de video, localizado depois do detetar do nível do sinal.
4) Para se obter os valores em dBv, deve-se aplicar a seguinte fórmula de correção: V = M - 8,7 dBv
Onde:
- V é o valor do nível do sinal em dBv;
- M é o valor em dBm fornecido pelo analisador corrigido;
- 8,7 é o termo de correção para a impedância de 135 ohms;
e) Repetir os dois procedimentos anteriores, mas colocando a faixa de frequências de varredura do analisador entre 500 kHz e 1000 kHz. Realizar as medidas entre 500 kHz e 1000 kHz;
f) Repetir os procedimentos anteriores para cada uma das interfaces de linha existentes no equipamento.
a) O grau de desequilíbrio deve ser maior do que 50 dB para frequências até 292 kHz;
b) O grau de desequilíbrio deve ser maior do que 50 dB + 20 dB/década para frequências na faixa de 292 kHz a 1000 kHz.
c) O grau de desequilíbrio (impedância para a terra) é dado pela seguinte equação:
Lbal = 20.log | ei/em | dB
Onde:
- ei: tensão longitudinal aplicada (referenciada à terra);
- em: tensão metálica resultante que aparece entre os terminais de 135 ohms.
2.3.2.1. Instrumentos de teste.
a) Medidor de Nível Seletivo;
b) Gerador de Sinal;
c) Ponte de Balanceamento (vide Figura 3).

Figura 3 - Teste de Grau de Desequilíbrio
a) Colocar o equipamento no modo inativo. O terra de referência para o teste deve ser o fio terra do equipamento, caso esteja ligado. Caso contrário, deve ser utilizado o terra da placa digital do equipamento;
b) Utilizar o medidor de nível seletivo com uma entrada de alta impedância e o gerador de sinal com saída de impedância nula. A tensão EL deve ser aplicada e medida em relação ao terra de referência. O nível desta tensão deve ser de 1 V RMS;
c) Injetar um sinal senoidal longitudinal cuja tensão EL é 1 V RMS e medir a tensão transversal resultante VT, que nesta situação é o valor do grau de desequilíbrio. Isto deve ser executado nas seguintes frequências: 1 kHz, 2 kHz, 4 k.Hz, 10 kHz, 20 kHz, 40 kHz, 80 kHz, 100 kHz, 200 kHz, 400 kHz, 800 kHz e 1000 kHz;
d) Repetir os procedimentos anteriores para cada uma das interfaces de linha existentes no equipamento.
2.4. Características do sinal na recepção
2.4.1.1. O modem deve operar com uma taxa de erro (BER) menor ou igual a 10-7.
2.4.1.2. A taxa de erro especificada deve ser obtida quando o modem operar em qualquer uma das seguintes configurações de linha, nas quais a perda de inserção é menor que 30 dB a 150 kHz:
a) Linha Tipo 1:

b) Linha Tipo 2:

c) Linha Tipo 4:

d) Linha Tipo 5:

e) Linha Tipo 6:

f) Linha Tipo 7:

g) Linha Tipo 8:

2.4.1.3. As características de resistência/km, indutância/km e capacitância/km dos cabos que compõem as linhas especificadas nestes requisitos, estão definidas nos requisitos técnicos para certificação relativos a cabos telefônicos.
2.4.1.4. Condições de Degradação: o desempenho especificado deve ser obtido para cada uma das linhas apresentadas no item 2.4.2.2, com o receptor do modem em avaliação configurado ora como MTL ora como MTR, e sujeito a ruído de paradiafonia e ruído metálico:
a) Paradiafonia:
I- A paradiafonia simulada deve ser introduzida no receptor do modem em teste. Esta é obtida a partir de uma fonte de ruído branco aleatório, modelada por meio de um filtro gaussiano calibrado;
II - A fonte interferente é modelada em frequência e estabelecida em um determinado nível de forma a simular a paradiafonia de 49 pares interferentes, que compõem um grupo de pares de cabo;
III - Após a aplicação de um modelo simplificado da paradiafonia para a densidade espectral de potência (dep) assumida de interferência, obtém-se a "dep" da paradiafonia como sendo Pnext;
IV - A equação a seguir representa a dep, por meio da integral de Pnext com relação a frequência que varia de 0 a infinito, fornecendo a potência em watts;

V - O modelo simplificado da paradiafonia é decrescente com inclinação de 15 dB/década e com atenuação de 57 dB em 80 kHz;
VI - A paradiafonia simulada deve ser aplicada num nível de tensão com uma impedância apropriada para não perturbar a impedância do cabo ou do transceptor;
VII - A paradiafonia simulada dada pela equação apresenta dois termos "A" e "B", onde "A" representa a diafonia de 49 sinais interferentes e "B" é uma função de transferência de paradiafonia decrescente à 15 dB/década de frequência e com 57 dB de atenuação em 80 kHz;
VIII - Para as linhas definidas a margem de ruído injetado deve ser 6dB.
b) Ruído metálico: uma simulação de ruído por indução de linhas de energia elétrica (frequência 60 Hz e suas harmônicas) deve também ser introduzida no receptor do modem. O ruído deve consistir da combinação de quaisquer duas harmônicas, listadas na abaixo, no nível de potência indicado na própria tabela.
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Frequência (Hz) |
Potência do tom (dBm em 135 ohms) |
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60 |
-47 |
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180 |
-49 |
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300 |
-59 |
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420 |
-65 |
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540 |
-70 |
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660 |
-74 |
2.4.1.5. Usar as linhas do tipo 1, 2, 4, 5, 7 e 8. Para cada linha, verificar a atenuação e inserir a máxima taxa de dados, para atenuação (Y) e frequência de teste (fT) correspondentes, conforme a Tabela B.2/G.991.2 da Recomendação G.991.2 (12/2003). Caso a atenuação não seja igual ao valor da tabela supra, utilizar o valor mais próximo, em valores absolutos, da atenuação medida.
2.4.1.6. Usar a linha (Loop) nº 2 do item B.2.2 da Recomendação G.991.2 (12/2003), para as seguintes velocidades (em kbit/s): 384, 1024, 2048 (simétrico) e 2304 (simétrico). O comprimento da linha, a correspondente atenuação e a freqüência de teste (fT) devem ser os valores especificados na Tabela B.2/G.991.2 da recomendação supra. Caso a atenuação seja diferente, o comprimento do enlace deve ser escalado para atender ao valor da atenuação especificado.
2.4.2.1. Instrumentos de teste
a) Simulador de Linhas;
b) Analisador de Dados.

Figura 4 - Teste de Desempenho
a) Utilizar uma interface do equipamento para conectar ao analisador;
b) Programar o modo de operação do analisador para operar conforme interface disponível do equipamento;
c) Fechar laço digital no equipamento remoto;
d) Configurar a linha de teste no simulador de linhas e inserir as condições de degradação especificadas no documento pertinente ao equipamento;
e) Ativar a(s) Interface(s) de Linha e medir a taxa de erro durante 13 minutos;
f) Repetir os procedimentos anteriores para cada uma das linhas especificadas e para cada Interface de Linha (A e B) do equipamento.
g) Os cenários de teste estão descritos abaixo e deverão ser usados para cada linha. Nestes cenários não estão sendo mostrados os equipamentos de medição, de transmissão e de análise de dados.
- Cenário 1:

- Cenário 2:

2.5. Variação de temperatura e umidade relativa
a) Aplicar os parâmetros de variação de temperatura e umidade relativa dos requisitos vigente referentes a Condições e Ensaios Ambientais Aplicáveis a Produtos para Telecomunicação.
a) Aplicar o Ciclo Climático 3 dos requisitos vigente referentes a Condições e Ensaios Ambientais Aplicáveis a Produtos para Telecomunicação.
2.6. Compatibilidade eletromagnética
a) Utilizar, na integra, os requisitos técnicos vigentes relativos à Compatibilidade Eletromagnética.
2.6.2. Procedimento de ensaio:
a) Aplicar os procedimentos definidos nos requisitos técnicos vigentes relativos à Compatibilidade Eletromagnética.
b) Os ensaios devem ser feitos com os equipamentos operando na mesma configuração do ensaio de desempenho, porém interligados diretamente sem a introdução de linha simulada;